Cumprida a tarefa de blindagem do sistema, utilizando TODA a truculência possível, Moraes deixou de ser um ativo. Virou um passivo

Por: Leandro Ruschel (*)
“A Globo, que passou os últimos sete anos sustentando, aplaudindo e JUSTIFICANDO a imposição de um verdadeiro regime de exceção — através da censura, da perseguição política, da criminalização da direita e da blindagem de um establishment PODRE —, resolveu agora mudar de posição.
Está expondo a lama que envolve o cerne do poder no Brasil.
A pergunta que todos fazem: por que a mudança de postura?
Ainda não está completamente claro, mas a lógica é cristalina: cumprida a tarefa de blindagem do sistema, utilizando TODA a truculência possível, Moraes deixou de ser um ativo. Virou um passivo.
Ou seja: o cão de guarda mordeu demais, e agora incomoda o próprio dono.
Um regime se mantém de pé por dois caminhos: legitimidade ou medo.
Conseguiram usar a ladainha da “defesa da democracia” como esteio de legitimidade por um tempo. Até porque a Corte resolveu descondenar e alçar Lula à presidência, angariando o suporte entusiasmado de toda a esquerda e seus aparelhos — a Academia, a “imprensa”, os artistas e outros setores influentes da sociedade.
É por isso que 95% da esquerda apoia o Supremo, e 95% da direita o repudia.
Isso te parece uma Justiça imparcial?
Esse arranjo é insustentável. As sanções internacionais mostraram o risco que o establishment passou a correr. Internamente, o nível de indignação só aumenta, a cada arbitrariedade.
Tudo isso poderia, em tese, ser resolvido com a escalada da repressão. Moraes poderia muito bem colocar os jornalistas da Globo no “inquérito” das Fake News e mandar fechar a emissora — como fez com o Terça Livre, sob aplausos da própria Globo e do resto da militância de redação.
Mas não há condições objetivas, como diriam os comunistas, para esse nível de repressão no Brasil. Não agora. Não com o mundo inteiro olhando.
Logo, é preciso outro caminho.
E esse caminho passa pela velha fórmula: entregar os anéis para preservar os dedos.
Por enquanto, os anéis a serem entregues são Toffoli e Moraes.
Tudo isso foi precipitado pela implosão do Banco Master, que aparentemente assumiu o papel que já foi das empreiteiras: principal fonte de recursos para o establishment.
Quando a torneira secou, e a lama explodiu, a engrenagem começou a ranger. O arranjo de poder que manteve o sistema em pé começou a rachar.
A Globo, como um dos pilares desse establishment, faz agora o que sempre fez: trabalha para rearranjar a dinâmica de poder. Moraes, antigo esteio do sistema, passa a ser o alvo que precisa ser removido.
Não por amor à Justiça. Por autopreservação.
Resta saber se Moraes aceitará esse novo arranjo.
Talvez aceite uma embaixada em Roma, onde poderá usufruir da riqueza que a família construiu com “serviços jurídicos”. Ou talvez enfrente essa guerra para manter o seu poder — e aí, o nível de instabilidade política pode se tornar incontrolável.
Essa decisão definirá o grau de caos que o Brasil enfrentará nos próximos meses.
Mas, qualquer que seja o caso, uma coisa é evidente: a mínima pacificação do país SÓ será alcançada com a ANULAÇÃO das condenações POLÍTICAS dos últimos anos e com o fim do estado de exceção — representado pelo Ato Institucional que o Supremo baixou, disfarçado de “Inquérito das Fake News”.
Não há como virar essa página sem antes corrigir a INJUSTIÇA.
Enquanto escrevo estas linhas, penso no que está enfrentando Filipe Martins neste momento.
Preso político. Condenado a 21 anos num show trial, bem ao estilo soviético. Enfrentando risco de vida num presídio cujos próprios diretores admitiram não ter condições de garantir a sua integridade física.
Por conta disso, a Polícia Penal o transferiu para um Complexo Médico Penal, por segurança. Quando Moraes descobriu, ordenou que Martins VOLTASSE ao presídio.
Ele está agora numa cela de menos de 2×2 metros. Com uma cama de concreto de 1,35 metro.
Deixa eu ver se entendi: um preso político, sem histórico de violência, é forçado a voltar para um presídio onde sua vida corre risco — por ordem do mesmo ministro que troca mensagens criptografadas com um banqueiro trambiqueiro que opera uma milícia privada?
Isso não é Justiça. É vingança institucionalizada.
Há CENTENAS de perseguidos políticos no Brasil, com as suas vidas destruídas por terem promovido oposição ao establishment. Isso precisa acabar.
A imprensa, que ajudou a criar esse verdadeiro inferno, deveria, em primeiro lugar, pedir desculpas ao país. E exigir o fim do estado de exceção.
Porque o estado de exceção é MUITO mais grave do que a lama de corrupção que agora está sendo exposta.”
https://x.com/i/status/2030291088699797984
(*) Leandro Ruschel é investidor, educador financeiro e analista político. Há mais de 20 anos ajuda brasileiros a proteger e multiplicar seu patrimônio em moeda forte, sempre com uma visão clara sobre os riscos do estatismo e a importância da liberdade individual. Em 2013, mudou-se para Miami em busca de estabilidade e liberdade econômica. De lá, construiu um ecossistema de educação e assessoria que já impactou dezenas de milhares de investidores no Brasil e no exterior.
José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor
www.minasconexao.com.br – www.ajoiabrasil.com.br – jaribeirobh@gmail.com – Wpp/Pix: 31-99953-7945
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