MINAS CONEXÃO | BH Airport completa 12 anos e se consolida como um dos principais motores econômicos de Minas Gerais

Nosso site usa cookies para melhorar e personalizar sua experiência e exibir anúncios. Nosso site também pode incluir cookies de terceiros como Google Adsense, Google Analytics, Youtube. Ao utilizar o site, você concorda com o uso de cookies. Atualizamos nossa Política de Privacidade. Por favor clique no botão para verificar nossa Política de Privacidade.

BH Airport completa 12 anos e se consolida como um dos principais motores econômicos de Minas Gerais

Com R$ 1,4 bilhão em investimentos e ampliação da conectividade, o BH Airport movimentou 131,5 milhões de passageiros desde 2014, e hoje ocupa posição estratégica para o turismo, a logística, os negócios e o comércio exterior mineiro

Foto: Divulgação BH Airport

O BH Airport chega aos 12 anos de concessão ocupando uma posição que ultrapassa, há muito, sua função de terminal de embarque e desembarque. Transformado em uma das principais infraestruturas econômicas de Minas Gerais, o aeroporto tornou-se peça fundamental para a conectividade de Belo Horizonte e da Região Metropolitana com o restante do Brasil e com importantes mercados internacionais.

Desde o início da concessão, em agosto de 2014, foram investidos R$ 1,4 bilhão na modernização e ampliação do complexo aeroportuário. Nesse período, 131,5 milhões de passageiros passaram pelo terminal. Em 2025, o aeroporto registrou o maior movimento de sua história, com 13,3 milhões de passageiros, crescimento de 7,8% sobre 2024 e de 19,2% na comparação com o período anterior à pandemia. (Dados informados pela Assessoria de Comunicação da BH Airport).

Mais do que números da aviação, os indicadores ajudam a dimensionar o papel do aeroporto na economia mineira. Um terminal com elevada conectividade que ampliou sobremaneira a capacidade de Belo Horizonte de receber turistas, executivos, investidores e participantes de congressos, feiras e grandes eventos, além de facilitar o deslocamento de empresários e de cidadãos mineiros para outros centros econômicos.

Belo Horizonte mais conectada ao Brasil

Em 2026, o BH Airport consolidou uma das mais amplas redes aéreas do país, com ligações regulares de Belo Horizonte para 65 destinos domésticos, alcançando 26 das 27 capitais brasileiras e outros 15 aeroportos regionais. Essa capilaridade representa uma vantagem competitiva para Belo Horizonte.

A malha doméstica também ajuda a alimentar os voos internacionais. Quando a concessão teve início, em 2014, o aeroporto mantinha apenas duas rotas internacionais regulares. Atualmente, são nove ligações, incluindo destinos como Lisboa, Cidade do Panamá, Santiago, Orlando, Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este, além de operações sazonais para Bariloche e Curaçao.

Vale lembrar que várias destas frentes tiveram a participação do Governo de Minas, através da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, com destaque para as gestões de Leônidas Oliveira. Essa expansão reduziu significativamente a dependência dos passageiros mineiros de conexões em outros grandes aeroportos brasileiros e aumentou a inserção direta de Belo Horizonte e de Minas Gerais nas redes internacionais de turismo e negócios. Mineiramente, a equipe da BH Airport e do governo de Minas, comendo pelas beiradas, conseguiram abrir novas conexões.

Foto: Divulgação BH Airport – Eng. Daniel Miranda – CEO

“Conectividade é desenvolvimento. Quanto mais Minas Gerais está conectada ao Brasil e ao mundo, maior é nossa capacidade de atrair turistas, investimentos e negócios. Os investimentos realizados nesses 12 anos permitiram construir uma plataforma preparada para sustentar um novo ciclo de crescimento, transformando conexões em oportunidades para Minas Gerais”, afirma o CEO do BH Airport, Daniel Miranda.

De 10 milhões para capacidade de 32 milhões de passageiros

A transformação física do aeroporto foi uma das marcas do período de concessão. A construção do Terminal de Passageiros 2 permitiu reorganizar os fluxos e criar condições para a expansão das operações nacionais e internacionais. A pista de pousos e decolagens foi ampliada de 3 mil para 3,6 mil metros, aumentando a capacidade para receber aeronaves utilizadas em rotas de longa distância.

Com os investimentos, a capacidade anual do aeroporto saltou de aproximadamente 10 milhões para 32 milhões de passageiros. Foram instaladas novas pontes de embarque, chegando a 26, e modernizados sistemas de segurança, processamento de bagagens, iluminação, climatização, energia, monitoramento e controle de acesso, além da recuperação de pátios e pavimentos.

O ganho de eficiência também aparece nos indicadores internacionais. Segundo relatório da Cirium, o BH Airport registrou 86,28% das partidas dentro do horário, considerando 8.879 voos monitorados, desempenho que colocou o terminal entre os dez aeroportos de médio porte mais pontuais do mundo. (Dados fornecidos pela Assessoria de Comunicação do BH Airport).

Aeroporto se transforma em corredor do comércio exterior mineiro

Se a movimentação de passageiros é a face mais conhecida do aeroporto, é na logística que parte significativa de sua importância econômica pode ser observada. Em 2025, o Terminal de Cargas movimentou 13,1 mil toneladas, distribuídas em 37.769 processos aduaneiros. O valor CIF das mercadorias — que considera custo, seguro e frete — atingiu expressivos R$ 15,9 bilhões.

O Hub Logístico Multimodal integra cargas transportadas pelos modais aéreo, marítimo e rodoviário e atende cadeias produtivas que dependem de rapidez, previsibilidade e segurança logística. A estrutura ocupa 15 mil metros quadrados, sendo 12 mil em área alfandegada. São 3.131 metros quadrados de câmaras frias, espaços destinados a cargas perigosas e 11 posições para aeronaves cargueiras.

O complexo é ainda o único recinto alfandegado de Minas Gerais com funcionamento ininterrupto. Essa infraestrutura ganha relevância especialmente para setores de alto valor agregado e para empresas que operam em cadeias globais. Em um estado com forte presença industrial, mineradora, siderúrgica, farmacêutica, automotiva, tecnológica e do agronegócio, a eficiência logística influencia diretamente custos, competitividade e decisões de investimento.

Mais de 28 mil empregos associados à atividade aeroportuária

Os efeitos econômicos se espalham também pelo mercado de trabalho. Atualmente, mais de 8 mil pessoas trabalham diretamente no complexo aeroportuário. Considerando a cadeia econômica relacionada às operações, são mais de 28 mil postos de trabalho distribuídos por 14 municípios da região.

O aeroporto funciona, portanto, como uma verdadeira cidade econômica na Região Metropolitana de Belo Horizonte, movimentando companhias aéreas, empresas de logística, alimentação, varejo, hotelaria, locadoras de veículos, manutenção, segurança, tecnologia e uma extensa rede de fornecedores e prestadores de serviços.

Entre 2014 e 2025, o BH Airport também recolheu R$ 1,07 bilhão em outorgas ao governo federal e aproximadamente R$ 180 milhões em ISS aos municípios de Confins e Lagoa Santa. A dimensão comercial do terminal cresceu na mesma proporção.

Se no início da concessão havia apenas 27 operações comerciais, atualmente são mais de 100 estabelecimentos de alimentação, varejo, serviços e hospitalidade, além de seis salas VIP. Em 2026, essa estrutura ganhou ainda o Hotel Ruby, instalado na área interna do terminal, com 45 apartamentos e nove dormitórios destinados a estadias curtas de passageiros em conexão.

Um ativo estratégico para Belo Horizonte

Embora localizado em Confins, o aeroporto exerce influência direta sobre Belo Horizonte. É a principal porta aérea de entrada da capital mineira e um dos elementos que determinam sua competitividade diante de outras grandes cidades brasileiras. Quanto maior a oferta de destinos, frequências e conexões internacionais, maiores são as possibilidades de Belo Horizonte disputar congressos, eventos corporativos, investimentos, novos negócios e fluxos turísticos.

Nesse sentido, o aeroporto deve ser compreendido não apenas como uma infraestrutura de transporte, mas como parte da estratégia econômica da capital e do Estado. Sua expansão beneficia hotéis, bares, restaurantes, centros de convenções, comércio, empresas de transporte, economia criativa e toda a cadeia ligada ao turismo e aos serviços.

Há ainda um efeito menos visível, mas igualmente importante: grandes empresas consideram conectividade aérea, disponibilidade de voos e eficiência logística entre os fatores relevantes na definição de onde instalar escritórios, centros de distribuição, unidades produtivas e operações corporativas.

Sustentabilidade entra na estratégia de expansão

A expansão também vem acompanhada de investimentos ambientais. O BH Airport foi reconhecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como aeroporto de destaque em sustentabilidade e acumula cinco selos consecutivos de Aeroporto Verde. O terminal mantém certificação nível 3+ do programa Airport Carbon Accreditation, do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), alcançando a condição de primeiro aeroporto carbono neutro do Brasil.

Desde a adesão ao programa, em 2017, aproximadamente 8,6 mil toneladas de CO₂ equivalente deixaram de ser emitidas, enquanto as emissões diretas foram reduzidas em 69%. Entre as iniciativas está o projeto 400Hz + PCA, que substituiu equipamentos movidos a diesel utilizados no atendimento às aeronaves em solo. Segundo a assessoria de comunicação do aeroporto, a medida reduziu o consumo anual em aproximadamente 202 mil litros de combustível e evita pelo menos 500 toneladas de CO₂ equivalente por ano.

Infraestrutura que pode definir o próximo ciclo econômico de Minas

Depois de 12 anos de concessão, o BH Airport chega a uma nova etapa com capacidade instalada muito superior à demanda atual, criando espaço para uma expansão significativa da movimentação de passageiros, cargas e novas rotas, o que para Minas Gerais significa desafio de infraestrutura sobretudo relacionada a malha rodoviária, incluindo a conexão com BH.

Com ampliação dos voos internacionais, houve um ambiente favorável para o fortalecimento do turismo, com atração de empresas, aumento das exportações e importações pelo próprio Estado, e utilização da posição geográfica privilegiada de Belo Horizonte como vantagem logística.

Mas para que essas vantagens competitivas se consolidem e tornem-se perenes, o governo municipal de Belo Horizonte precisa fazer sua parte, oferecendo condições de deslocamento compatíveis com as oportunidades que estão sendo abertas. Hoje a conexão entre o BH Airport e o centro da Capital é fator de impedimento de desenvolvimento, sobretudo aqueles relacionados ao turismo de negócio e eventos. Mesmo assim, a direção do BH Airport segue apostando em expansão.

Foto: Divulgação BH Airport – Panorâmica do Sitio Aeroportuário

“Quando olhamos para esses 12 anos, vemos muito mais do que a transformação de uma infraestrutura aeroportuária. Construímos uma plataforma de conectividade e logística que aproxima Minas Gerais do Brasil e do mundo. Nosso próximo ciclo será transformar cada vez mais essa conectividade em turismo, comércio exterior, investimentos, empregos, oportunidades e desenvolvimento para Minas Gerais”, afirma Daniel Miranda.

O balanço dos 12 anos mostra que o BH Airport deixou de ser apenas o aeroporto que atende Belo Horizonte para assumir uma dimensão econômica muito maior. Com R$ 1,4 bilhão investidos, 131,5 milhões de passageiros transportados, R$ 15,9 bilhões em mercadorias movimentadas em apenas um ano e mais de 28 mil empregos associados à sua cadeia econômica, o terminal tornou-se um dos ativos estratégicos para a competitividade de Minas Gerais.

Para Belo Horizonte, particularmente, ampliar essa integração entre aeroporto, turismo, negócios, eventos, infraestrutura urbana e desenvolvimento econômico será fundamental. Afinal, em uma economia cada vez mais conectada, um grande aeroporto não é apenas uma porta de entrada e saída. É uma porta para investimentos, empregos e desenvolvimento. Por isso a necessidade urgente da Prefeitura de Belo Horizonte fazer o dever de casa no quesito mobilidade e estética urbana.

José Aparecido Ribeiro é jornalista, editor e presidente da Ajoia Brasil, membro do Observatório da Mobilidade.

www.minasconexao.com.br – www.ajoiabrasil.com.br – jaribeirobh@gmail.com – Wpp/Pix: 31-99953-7945

Fortalecendo o jornalismo independente, você está defendendo a democracia e convidando a militância de redação a exercer com ética e respeito a profissão: Doe, compartilhe, anuncie e sugira pautas.

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas