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Como ensinar educação financeira desde cedo para os jovens?

Mais da metade dos brasileiros compreende pouco ou nada sobre educação financeira; Educador aponta como inserir esse conhecimento na realidade dos jovens

Foto: Divulgação – Rede Alfa Cem

A capacidade de tomar decisões financeiras sólidas na vida adulta é uma competência que deve ser cultivada desde cedo. A introdução da educação financeira na infância e juventude está se consolidando como um alicerce para formar gerações mais conscientes, preparadas para a complexidade do mercado e capazes de construir uma vida com saúde financeira.

De acordo com a 17ª edição da pesquisa Observatório Febraban, feita em 2025 pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), aponta que 55% da população brasileira compreende pouco, 40%, ou nada, 15%, sobre educação financeira.

O Portal conversou com o diretor-pedagógico do Ensino Médio da Rede Alfa CEM, Rafael Galvão, sobre o tema: “Um dos caminhos para este aprendizado é o desenvolvimento de projetos práticos e interdisciplinares, nos quais os jovens precisam justificar prioridades e fazer escolhas. Iniciativas como o ‘Orçamento da Vida Real’ da Alfa CEM simulam uma renda para que os estudantes organizem despesas essenciais como moradia, transporte e poupança, ensinando-os que nem todo desejo de consumo pode ser atendido de imediato e que a organização exige planejamento”, explica o especialista.

Como lidar com a economia digital?

Com os avanços da tecnologia, as escolas são desafiadas a acompanhar esse cenário e preparar os alunos para a realidade da economia digital, que já faz parte do cotidiano, envolvendo o uso de PIX, bancos digitais, carteiras virtuais e compras online.

“Os projetos podem abordar o uso consciente dessas ferramentas. Isso inclui lições sobre a verificação de destinatários, cuidado com links, privacidade de dados e, principalmente, a conscientização sobre como a velocidade dos modelos de pagamento pode favorecer decisões por impulso, levando à compra de itens desnecessários”, comenta Galvão.

O educador reforça que, para garantir a consolidação desses conceitos, o envolvimento ativo das famílias é necessário para definir uma coerência entre a teoria escolar e a vivência doméstica. “Nesse cenário, as instituições de ensino podem atuar como um elo, propondo desafios mensais como o planejamento de compras familiares, a comparação de preços no supermercado ou a definição de metas de poupança”, exemplifica.

O objetivo é estabelecer uma linguagem comum para que termos como investimento, poupança e prioridade sejam reforçados tanto na sala de aula quanto em casa, sem, no entanto, interferir nas decisões financeiras internas de cada família.

O ensino precisa ir além do acúmulo de riqueza

Segundo o educador, esta educação vai além da busca pelo acúmulo de riqueza. O verdadeiro foco da educação financeira está na capacidade de fazer escolhas melhores, o que envolve considerar o impacto ético, social e ambiental do consumo.

Em consonância com a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), a abordagem deve incentivar o consumo responsável, a avaliação da durabilidade dos produtos e a reflexão sobre a necessidade real de uma aquisição, unindo finanças e sustentabilidade.

Ao integrar esses princípios no ambiente escolar, trabalhando temas como desperdício, reutilização de materiais e análise do ciclo de vida dos produtos, a educação financeira forma jovens mais autônomos. Habilidade que garante o preparo para tomar decisões que beneficiem não apenas sua jornada individual, mas também o equilíbrio da sociedade e do planeta”, conclui Galvão.

Sobre a Rede Alfa CEM

A Rede Alfa CEM foi idealizada através do sonho de uma professora de História e tem uma Filosofia Educacional que impulsiona a percepção do aluno, fazendo-o refletir, questionar e principalmente transformar. Hoje, a Rede mantém uma sólida premissa de que o conhecimento humano é o maior tesouro a ser legado para as próximas gerações e que, ao mesmo tempo, a autonomia intelectual oferecerá ao estudante a capacidade de manusear o conhecimento, adquirido e/ou produzido, de maneira única e autêntica. A Rede Alfa CEM aposta na diversificação metodológica para gerar o prazer da aprendizagem, seguida pelo desenvolvimento de múltiplas formas de aprender durante toda a vida, o que permite obter resultados em primeiro lugar nos últimos anos do ENEM em toda a Rede e manter a taxa de 100% de aprovação das Provas de Proficiência de Cambridge. Saiba mais em: alfacem.com.br.

O Portal foi provocado pela jornalista Fernanda Fernandes da Cruz, Agência Conttato.

A matéria é do economista e articulista Fernando de Almeida, filiado da Abrajet-MG e da Ajoia Brasil.

José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor

www.minasconexao.com.br – www.ajoiabrasil.com.br – jaribeirobh@gmail.com – Wpp/Pix: 31-99953-7945

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