MINAS CONEXÃO | A escalada de tensões do consórcio de imprensa contra médicos é sintomática e tem razões

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A escalada de tensões do consórcio de imprensa contra médicos é sintomática e tem razões

O objetivo é amedrontar e cancelar reputações sólidas de médicos que não cruzaram os braços durante a pandemia e não fecharam os olhos para os efeitos nocivos das vacinas experimentais covid que seguem fazendo vítimas

Foto: Acervo – Dr. Francisco Cardoso – Médico Infectologista e Conselheiro do CFM

Assinam este artigo o médico Emergencista Dr. Jandir Loureiro e o Jornalista José Aparecido Ribeiro

Parece não haver mais qualquer dúvidas sobre a existência de um consórcio formado pela velha imprensa militante, o governo e o Judiciário. A prova disso está na velocidade das reações para transformar uma publicação editorial enviesada em ação estatal e, na sequência, em atuação da AGU. Os mesmos que seguem ignorando o fato de que o Brasil é o único pais do mundo a exigir “vacinação” com experimento gênico covid, para bebês e crianças até 5 anos. Explicamos:

O editorial do Estadão que versa sobre médicos que são contra “vacinas” covid, foi imediatamente republicado no X pelo Ministro da Saúde, Antônio Padilha, com o objetivo de favorecer a narrativa governamental e criar fato para que o Ministro em ato continuo, justificasse as ameaças que vem fazendo contra a autonomia médica, que todo mundo sabe, é garantida por Lei e por tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, incluindo o Tratado de Helsinque.

Chegamos ao segundo tempo de uma novela que parece longe de acabar, o roteiro é o de sempre: rotular o oponente com slogans difamatórios para culpar terceiros pelos próprios erros. Desta vez, rotulam médicos de negacionistas e “antivacina”, atacando justamente aqueles que mais se destacam — uma estratégia antiga de intimidar pelo exemplo.

O objetivo é amedrontar e cancelar reputações sólidas. É exatamente isso que a matéria tenta fazer: ridicularizar e desqualificar os médicos em questão, expostos pelo jornalismo militante chapa branca. Já não basta o Brasil ser o único país do mundo a obrigar vacinas covid; agora tentam atribuir aos médicos questionadores a baixa adesão às demais vacinas — justamente as tradicionais e amplamente conhecidas pela população há décadas.

O estrago, porém, já está feito. A política de impor um calendário vacinal inteiro, incluindo as vacinas experimentais que não imunizam e não impedem a transmissão da covid, mas comprovadamente, possuem efeitos colaterais, levou boa parte da população a se esquivar dos postos de saúde para evitar cartas dos conselhos tutelares e, em alguns casos, multas astronômicas — algo especialmente comum no Sul do Brasil, onde a militância judicial é mais forte, o que é inadmissível.

Os médicos citados no famigerado editorial do Estadão, todos altamente qualificados possuem características comum: divulgam em suas redes a síndrome pós-Spike, hoje reconhecida no mundo inteiro, além disso, tratam seus pacientes com excelentes desfechos, como também aconteceu na fase viral da Covid — algo que permanece tabu mesmo após o lançamento de medicamentos da Big Pharma, como o Paxlovid, cuja indicação, ironicamente, é nos primeiros dias de doença, ou seja: tratamento precoce.

Ironia das ironias: a mesma indústria que demonizou as consagradas intervenção precoce agora recomenda um antiviral — mas, claro, patenteado. Esses médicos, de fato, nunca recomendaram o Paxlovid por causa do temido efeito rebote, mas utilizaram medicamentos reposicionados com bons resultados — e adaptaram essa experiência para tratar a covid longa e também a síndrome pós-Spike.

Eis o verdadeiro motivo de serem tão alvejados. Negar que a síndrome pós-Spike exista e que possa mimetizar quadros de Covid longa é comprar briga com centenas de médicos e pesquisadores ao redor do mundo que já demonstraram a persistência da fração S1, justamente a porção mais patogênica da proteína. Negar a disparada de casos de miocardites, trombocitopenias, canceres turbo, endotelites, incluindo recidivas de herpes zoster, tromboses fatais, doenças autoimunes e outros males em faixas etárias cujos índices eram insignificantes, é tentar tapar o sol com a peneira, todo mundo está vendo e tem um ou mais casos para contar.

Trata-se pois, de um desafio que o governo do Brasil só assume porque se escora no apoio de uma das indústrias mais poderosas do planeta, munida de cifras incalculáveis: a Big Pharma. O médico infectologista Francisco Cardoso, conselheiro federal por São Paulo, um dos alvos do editorial, respondeu de forma direta. Lembrou que não existe “spike boazinha” e que o corpo humano reage ao que reconhece biologicamente, não ao que o governo decreta — afinal, “moléculas não têm CPF”.

Ressaltamos ainda que já existem mais de 14 mil publicações científicas descrevendo alterações imunológicas, inflamatórias, vasculares e neurológicas associadas à proteína spike, seja após infecção, seja após a inoculação dos produtos Covid, especialmente das plataformas de RNA mensageiro. Cardoso vai além: atribui parte da baixa adesão vacinal à própria incapacidade do governo de distribuir corretamente os imunizantes no SUS.

O médico Roberto Zeballos, mestre e doutor em imunologia pela Unifesp, também citado pelo Estadão, expôs as evidências que embasaram seus estudos. Mencionou a pesquisa do norte-americano Bruce Patterson, que demonstrou a persistência da fração S1 em monócitos por até 245 dias em indivíduos com sintomas compatíveis com a síndrome pós-aguda da Covid-19 — inclusive esse é o título do artigo. Recordou ainda o estudo do professor Peter Parry, da Universidade de Queensland, sobre a patogenicidade da spike viral e vacinal. Seu próprio estudo — um case report — sofreu retratação após pressões evidentemente políticas, apesar de ter sido corretamente classificado como um relato de caso cujo propósito é inspirar novas pesquisas, não estabelecer protocolos.

O médico infectologista Ricardo Zimerman saiu em defesa dos colegas e utilizou suas redes para criticar a postura anticientífica do ministro. Ele alertou que ignorar milhões de brasileiros sintomáticos não fará os pacientes desaparecerem — apenas agrava o sofrimento, dificulta o diagnóstico e distorce o debate público. Concluiu sugerindo que a renúncia do ministro Alexandre Padilha seria a melhor saída para todos.

Outros médicos também reagiram. A Dra. Maria Emilia Gadelha Serra, uma das primeiras a documentar efeitos adversos das vacinas Covid, enquanto a maioria da classe médica optou por uma conduta meramente expectante. Recentemente realizou uma live com a médica da Fiocruz, Dra. Isabel Braga, e ao final chegaram uma conclusão objetiva: “Padilha, libere os dados dos inoculantes Covid.”

Sem dados de óbitos e danos pós-injeção, não há como fazer ciência decente, além do que não há mais espaço — científico, ético ou moral — para a obrigatoriedade desses produtos no atual momento, muito menos em crianças. Com o avanço do discurso oficial e o crescimento da narrativa persecutória — uma verdadeira caça às bruxas — entidades médicas internacionais começaram a se mobilizar em defesa dos médicos brasileiros.

Conforme apurei, a Dra. Patrícia Caliperes, médica boliviana atuante em entidades latino-americanas, prepara uma carta em defesa da autonomia médica e dos profissionais do Brasil. Os médicos citados no editorial possuem qualificação impecável e acreditação suficiente para discutir, em termos científicos, a Covid longa ou a síndrome pós-Spike, por mais que o tema desagrade.

A atitude do governo, representado por seu ministro, parece uma ação desesperada para justificar a desova de produtos encalhados e, ainda, novas compras milionárias. Mesmo que, para isso, seja necessário ressuscitar o clima de Fla-Flu vivido no início da pandemia — quando jornalistas e militantes tentaram usurpar prerrogativas médicas para controlar o debate sobre tratamento. Mas contra fatos e dados não há discussão possível.

O debate científico não pode ser parado por decreto. No mais recente ato da ditadura sanitária em ascensão, ocorreu a censura de uma postagem do Dr. Francisco Cardoso relacionada ao tema — fato denunciado pelo próprio médico em seu perfil no Instagram. Isso confirma o que já foi amplamente noticiado: a instrumentalização da AGU para pressionar Big Techs a remover conteúdos indesejados, evidenciando a escalada das ações do consórcio contra médicos.

O que virá em seguida? Não imagino. Mas, neste ponto, acompanho o pedido do Dr. Zimerman: Ministro Padilha, pede para sair. O país agradece.

José Aparecido Ribeiro  é jornalista e editor /  Dr. Jandir Loureiro é médico emergencista no Rio de Janeiro

www.minasconexao.com.brjaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945

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