Minas Tênis Clube comunica sua adesão ao movimento #LutoNoEsporte. Entenda as razões para a preocupação

A Nota Oficial do Minas Tenis Clube destaca os seguintes pontos:
“Unindo forças com diversas entidades esportivas do país, o Minas Tênis Clube posiciona-se contra o novo modelo de tributação proposto, que ameaça comprometer a formação de atletas e o desenvolvimento do esporte em todo o Brasil.
A nova carga tributária não impacta apenas as instituições esportivas, mas atinge diretamente a base da formação esportiva realizada com responsabilidade e compromisso social. A medida pode resultar na redução de iniciativas que utilizam o esporte como ferramenta de inclusão, além de enfraquecer a preparação de novos atletas e a competitividade brasileira no cenário esportivo.”
O presidente do Minas Tênis Clube, Carlos Henrique Martins Teixeira, está preocupado com o momento que o país atravessa em relação ao esporte profissional, e reforça a importância da mobilização conjunta entre clubes e sociedade.
O Portal Minas Conexão ouviu Carlos Henrique sobre o novo modelo de tributação que fere de morte o esporte brasileiro, sobretudo aqueles que estão em formação, considerando que o Minas Tenis Clube é um dos maiores centros de formação esportiva do Brasil, celeiro de talentos em várias categorias, inclusive atletas olímpicos:
“É imperioso a mudança da forma de tributação para garantir a prática e o futuro esportivo ao País. Não podemos permitir que o custo tributário inviabilize a missão de formar cidadãos e atletas de alto rendimento. O esporte é um patrimônio de todos os brasileiros. Convoco os sócios, torcedores, atletas, famílias e todos os apaixonados pelo esporte a se juntarem ao Minas nessa luta”, destaca o dirigente do Minas Tênis Clube, que tem em seu elenco, mais de 1.000 atletas federados.
A Nota destaca ainda que “o Minas Tênis Clube reafirma seu compromisso histórico com a formação esportiva e com o desenvolvimento social por meio do esporte, seguirá atuando de forma firme e responsável em defesa desta causa.”
O que é o Movimento #LutoNoEsporte
O movimento não é um “luto” literal (como quando um atleta morre), mas uma forma simbólica de lamentar e denunciar riscos percebidos às condições de prática do esporte no Brasil. Funciona como um protesto e chamado à mobilização para que torcedores, famílias, atletas, clubes e outras partes interessadas reflitam sobre decisões políticas que devem enfraquecer o esporte.
Centenas de clubes em todo o Brasil estão aderindo ao movimento e se declaram em “luto” pelo futuro do esporte diante de propostas de mudança tributária que vão impactar o financiamento, a formação e o desenvolvimento esportivo no país, e isto é, perder qualidade, oportunidades e acesso social.
O que vai acontecer
Objetivamente haverá aumento de tributos sobre empresas de apostas, diminuindo o dinheiro que chega ao esporte. Redução de benefícios fiscais e incentivos usados por instituições esportivas, afetando projetos sociais e de formação. Além da reestruturação legal de impostos que acaba diminuindo recursos disponíveis para clubes e programas esportivos. A gula do governo por arrecadação não passa desapercebida.
O efeitos em clubes que não têm grandes receitas de TV ou bilheteria será catastrófico, isso porque eles dependem de patrocínios (inclusive de casas de apostas), leis de incentivo e renúncia fiscal. Sem controle nos gastos, o governo tenta, desesperadamente, encontrar novas fontes de recursos, quando o correto deveria ser contenção de despesas. O esporte está pagando mais uma vez pelo descontrole dos gastos públicos.
Com a redução desses recursos, teme-se o fechamento de categorias de base, demissão de técnicos e profissionais, além de menos participação em campeonatos. Alguns clubes, pasmem, literalmente deixam de existir. O esporte perde e o Brasil cai no ranking mundial de competições esportivas, tudo isso graças a goela larga de um governo perdulário gastador e ineficiente.
Esportes olímpicos: os mais afetados
Modalidades como judô, atletismo, natação, ginástica, vôlei de base, quase nunca se sustentam sozinhas financeiramente. Sem incentivos, os impactos diretos são: menos bolsas para atletas; menos viagens para competições; menos centros de treinamento; queda direta no desempenho internacional do Brasil. Ou seja, o problema não é só social, é também estratégico para o esporte nacional que já sofre com falta de patrocínios e incentivos governamentais.
Crianças e jovens: o impacto mais grave, o ponto mais sensível do #LutoNoEsporte
Quando projetos sociais esportivos perdem verbas, crianças deixam de ter acesso ao esporte, aumenta evasão escolar, cresce a exposição à violência e às drogas, talentos deixam de ser descobertos e o país perde. Muitos atletas famosos vieram exatamente desses projetos de base mantidos por clubes e leis de incentivo. Sem eles, o funil fecha na origem e a sociedade mais uma vez é penalizada.
José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor
www.minasconexao.com.br – jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945
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Mais um legado de cinzas na conta desse desgoverno petista. Parabéns MTC e José Aparecido pelo alerta.
A matéria é oportuna e denuncia o que poderá destruir as maiores conquistas do esporte no Brasil. Parabéns José Aparecido!