Este é o segundo sábado de publicações do Livro A Identidade Carioca de Ray Cunha – Veja o Capítulo 1 nesta publicação

Capítulo I – A Identidade Carioca
A maioria dos textos já estava pronta. A ideia era mostrar que a cidade mais europeia fora da Europa não fica na América do Norte, nem é Buenos Aires, a capital da Argentina. É o Rio de Janeiro. Mas, ao mesmo tempo, é a mais brasileira das cidades, a mais tupi e africana.
Nasceu da defesa dos colonos portugueses à invasão francesa da Baía de Guanabara. Instalada graças ao apoio dos jesuítas, a cidade se desenvolveu com o ouro de Minas Gerais e a chegada da Corte Portuguesa, que fugiu de Lisboa prestes a ser invadida pelo imperador da França, Napoleão Bonaparte.
Por seu clima, seu mar, seus encantos naturais, arquitetura, cultura e ouro e diamantes de Minas Gerais, tornou-se a cidade-luz do Hemisfério Sul, como Paris no Hemisfério Norte; a mais brasileiradas cidades, o paraíso tropical, apesar das suas zonas umbralinas. Mas que cidade não tem zona umbralina? O Umbral existe em toda parte, contudo, é habitado somente por quem ainda não despertou da matéria e está preso a deveres cármicos a cumprir, a ciclos que precisam ser encerrados.
Reinaldo dedicou uma retranca à praia mais famosa do Brasil, Copacabana, a Princesinha do Mar, o Coração da Zona Sul, que significa, na língua quíchua, falada no Império Inca, “lugar luminoso”, “praia azul” ou “mirante do azul”, e “vista do lago” em aimará falado na Bolívia, onde há uma cidade homônima à margem do Lago Titicaca, fundada sobre antigo santuário inca, local de realização do culto à divindade Kopakawana, protetora do casamento e da fertilidade das mulheres.
Diz a lenda que depois da chegada dos espanhóis à Copacabana boliviana Nossa Senhora teria aparecido para o pescador Francisco Tito Yupanqui, que, em sua homenagem, esculpiu uma imagem da santa, que ficou conhecida como Nuestra Señora de Copacabana. No século XVIII, comerciantes bolivianos e peruanos de prata construíram uma capela para abrigar uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Copacabana na então praia de Sacopenapã, do tupi “o barulho e o bater de asas dos socós”.
O relato mais antigo da igrejinha refere-se a um documento de 1732, do bispo do Rio de Janeiro, dom Frei Antônio de Guadalupe, solicitando reparos no telhado, no alpendre e nas paredes do templo. Em 1746, houve uma reforma completa e ampliação do prédio, graças a uma promessa do bispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, Antônio de Nossa Senhora do Desterro Malheiro Reimão.
Vindo de Angola para assumir a diocese do Rio de Janeiro, ao passar ao largo de Copacabana desabou uma tempestade. Foi quando dom Antônio avistou a silhueta da igrejinha no alto da colina onde é hoje o Forte de Copacabana e prometeu à Nossa Senhora de Copacabana, caso se salvasse da fúria das águas e do vento, que faria melhorias no prédio. Cumpriu a promessa. Com 150 mil habitantes, Copacabana tem 101 quarteirões, 79 ruas, seis avenidas, sete travessas, quatro ladeiras, três favelas (Pavão-Pavãozinho, Cabritos e Ladeira dos Tabajaras), três estações de metrô (Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Cantagalo) e mais de 80 linhas de ônibus, numa área de 7,84 quilômetros quadrados.
Limita-se com o Leme, Ipanema, Botafogo, Lagoa e Humaitá. No réveillon, atrai 3 milhões de pessoas na praia. O grande ícone do bairro é o Belmond Copacabana Palace, na Avenida Atlântica, paralela à praia, e que, em 1919, foi alargada, obra planejada pelo engenheiro Paulo de Frontin. Inaugurado em 13 de agosto de 1923, com 239 apartamentos e suítes, o hotel foi construído pelos empresários Octávio Guinle e Francisco Castro Silva, entre 1919 e 1923, atendendo ao então presidente Epitácio Pessoa (1919-1922), que visava um grande hotel para ajudar a hospedar os visitantes aguardados para a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, realizada na Esplanada do Castelo, em 1922.
Como se vê, o hotel foi inaugurado depois da exposição, evento marcado com a presença da famosa cantora e atriz francesa Mistinguett. O Copacabana Palace saiu da prancheta de um francês, o arquiteto Joseph Gire, que se inspirou em dois hotéis da Riviera Francesa: o Negresco, em Nice, e o Carlton, em Cannes. Na obra, sob a responsabilidade do engenheiro César Melo e Cunha, foram utilizados mármore de Carrara e cristais da Boêmia, o que atrasou a obra, além das fundações, com 14 metros de profundidade.
O primeiro escândalo no hotel aconteceu em 23 de maio de 1928, quando o presidente Washington Luís (1926-1930), então com 58 anos, foi baleado pela marquesa italiana Elvira Vishi Maurich, 28 anos, amante do presidente. A versão oficial é de que Washington Luís foi acometido de uma crise de apendicite. Quatro dias depois, a marquesa foi encontrada morta. A polícia deu o caso por encerrado como suicídio.
Após a Segunda Guerra Mundial, o presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) cometeu a sandice de proibir o jogo no país, pressionado por sua esposa, Carmela Telles Leite Dutra, a carola Dona Santinha, de modo que o cassino do hotel funcionou até abril de 1946. O Copacabana Palace é hoje patrimônio histórico, tombado nas esferas federal, estadual e municipal.
Mas é o Forte de Copacabana o charme do charme do bairro, pela sua importância histórica. Situado na Praça Coronel Eugênio Franco, no Posto 6 dos salva-vidas, onde fora erigida a Capela de Nossa Senhora de Copacabana, começou a ser construído no governo do vice-rei dom Luís de Almeida Portugal, em 1776, na iminência de uma invasão espanhola, o que só se concretizou no ano seguinte, mas não no Rio de Janeiro, e sim na Colônia do Sacramento e Ilha de Santa Catarina, na Região Sul.
Dom João VI ordenou a construção de um novo forte, que, em 1823, um ano depois da Independência do Brasil, já estava devidamente equipado, pronto para fazer frente a um possível ataque da Armada Portuguesa ao Rio de Janeiro, a capital do Império do Brasil, pois havia a desconfiança de que os portugueses ainda não haviam desistido da sua antiga colônia, sequiosos das inacreditáveis jazidas de todo tipo de minerais vizinhas ao Rio de Janeiro, além do potencial inesgotável para a produção agrícola.
O ataque não veio. Em 1907, foi apresentado o projeto de transformar o forte em uma verdadeira fortaleza. As obras tiveram início em 5 de janeiro de 1908, no governo Afonso Pena (1906-1909). Em 28 de setembro de 1914, ano do início da Primeira Guerra Mundial, a fortaleza, inaugurada pelo então presidente marechal Hermes da Fonseca, era considerada a mais moderna praça de guerra da América do Sul. A Mitra Arquidiocesana vendeu o terreno da Igrejinha para o Exército Brasileiro por 80 contos de reis, em 20 de março de 1918. A Igrejinha foi demolida no ano seguinte, com a imagem da santa transladada para a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, na Rua Hilário de Gouvêia 36.
O Forte de Copacabana foi transformado em espaço cultural. Em 4 de maio de 1987, começaram a funcionar nele o Museu Histórico do Exército, biblioteca, galeria de arte, loja de conveniência, o Auditório Santa Bárbara e o Café do Forte, filial da tradicional Confeitaria Colombo, sediada na Rua Gonçalves Dias 32, Centro, a mais incensada cafeteria do Brasil.
Fundada em 1894, pelos imigrantes portugueses Joaquim Borges de Meireles e Manuel José Lebrão, a Colombo foi frequentada por Chiquinha Gonzaga, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Villa-Lobos, Lima Barreto, José do Patrocínio, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Alberto I da Bélgica, Isabel II do Reino Unido, entre muitas outras celebridades, e, hoje, além de café, é um cartão postal do Rio de Janeiro.
O segundo pavimento do prédio é ocupado pelo restaurante Cristóvão, em homenagem ao navegador genovês Cristóvão Colombo. Em 1944, a casa abriu uma filial na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Barão de Ipanema, até 2003, quando se mudou para o Forte de Copacabana. Da cafeteria se descortinam os quatro quilômetros da praia, tendo ao fundo a pedra do Pão de Açúcar, no bairro da Urca, onde a cidade foi fundada, no sopé do Morro Cara de Cão, hoje, Fortaleza de São João.
Era em torno de 10 horas e a praia estava bastante concorrida. Reinaldo e tia Lorena tomavam o café, naquela manhã, na Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana, em homenagem a tio Felipe, que adorava ler o Jornal do Brasil, especialmente o Caderno B, tomando um espresso na Colombo. Tio Felipe Bragança de Carmela morrera tragicamente. Engraxava seus próprios sapatos e um dia, dentro de um deles, havia um escorpião. Era alérgico a veneno de escorpião e não conseguiu chegar vivo ao pronto-socorro. Uma figuraça o tio Felipe.
Gostava de usar um relógio Technos enorme, que não funcionava mais, apenas por nostalgia. Nunca se casou. Dizia que as mulheres eram fiéis aos seus maridos tanto no amor quanto no enchimento de saco. – São inesgotáveis na sua insatisfação pessoal. Eternamente carentes, sofrem da síndrome do tapete vermelho, onde desfilam diuturnamente no seu mundo virtual.
Precisam, o tempo todo, de atenção, como todos nós precisamos de oxigênio. Sobrevivem até sem atenção nenhuma, é claro, mas aí se transformam em uma bateria de ressentimento – dizia. Obviamente que há o contraditório. As mulheres conseguem viver a viuvez melhor do que os homens, que foram treinados a serem carentes e dificilmente logram viver solitários, sem ter uma companhia até o fim da vida.
Para tio Felipe, dona de casa se interessa basicamente por beleza física e casa arrumada como um brinco, e quando está no cio quer que seu marido perceba isso de pronto e a leve também prontamente às nuvens, e quanto mais velha vai ficando mais desenvolve fixação por quatro assuntos: netos, idade, doença e óbito. Já os homens, seus assuntos prediletos são quatro: bebida alcoólica, futebol, carro e mulher, especialmente símbolos sexuais inacessíveis.
Dizia que dinheiro, no mundo espiritual, vale menos do que um quark, daí que procurava lhe dar sentido nesta vida. Foi assim que viveu nababescamente e legou uma fortuna para seu irmão, Reinaldo Santiago Martinez de Carmela, que, ao morrer, de ataque cardíaco fulminante, deixou sua fortuna e a que herdara do irmão à sua irmã, Lorena Santiago Martinez de Carmela, e seu filho, Reinaldo Loyola de Carmela.
Na verdade, o herdeiro final era Reinaldo, pois tia Lorena estava com 82 anos, nunca se casara e deixava claro que se sentia bem apenas como tia. Quem tocava a fortuna da família era um tio de Reinaldo, Lucas Cunha Loyola, irmão de sua mãe, Luciana Cunha Loyola. Da mesma idade que Reinaldo e, também, solteirão, Lucas era graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Barcelona. Além da competência profissional, era de uma honestidade exemplar.
Assim, Reinaldo não tinha preocupações. Seu avô, Santiago Bragança de Carmela, migrou da Galícia para o Rio de Janeiro, juntamente com a esposa, Aline Martinez de Carmela, e o casal de filhos, Reinaldo e Lorena, em 1940, fugindo da Guerra Civil Espanhola. Empresário, contava com recursos guardados em bancos dos Estados Unidos e do Brasil.
Escolhera o Rio de Janeiro devido ao seu único irmão, Felipe, que já morava na cidade e era proprietário de alguns imóveis no Centro e em Copacabana, onde inauguraram, em 20 de julho de 1969, o Hotel Tropical, no Posto 6 da Avenida Atlântica, entre as Ruas Francisco Otaviano e Joaquim Nabuco, defronte ao Forte de Copacabana, com infraestrutura futurística.
Em 1966, Reinaldo Santiago Martinez de Carmela se casou com Luciana Cunha Loyola, que, um ano depois, morreu no parto de Reinaldo filho. Em 1978, aos 11 anos, Reinaldo conhecia todas as dependências do hotel, embora fosse um prédio gigantesco, mas aconchegante, dotado de tecnologia de ponta, pois seu pai investia boa parte do dinheiro na modernização do complexo arquitetônico.
PRÓLOGO – Publicado em 28/12/2025
O repórter, colecionador de arte e bilionário Reinaldo Loyola de Carmela encontrou o manuscrito na Biblioteca Nacional, durante pesquisa para a edição especial da revista A Carioca, mensal, especializada em história, cultura e arte, e que circularia em 20 de março, uma quarta-feira, em comemoração aos 444 anos de fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
O jornalista pretendia recriar a Baía de Guanabara ainda virgem aos olhos dos europeus, quando os tupinambás, ou tamoios, eram, então, os reis do Rio. Depois vieram os portugueses, os franceses, os africanos, dom João VI, dom Pedro I e o Império do Brasil. Assim, os tupis, os portugueses e os africanos estão no DNA dos brasileiros. Quanto aos franceses, foram expulsos em um primeiro momento, mas voltaram, e estão presentes em cada esquina do Rio.
Nesse contexto, a revista resgataria a pátria tupi, portuguesa e africana, e o protagonismo de dom João VI na construção da Cidade Maravilhosa, e, por extensão, do Brasil.
Reinaldo queria também corrigir uma tendência perversa que observava na historiografia brasileira e em alguns artistas: a de julgar os portugueses como um bando de gafanhotos, atribuindo-lhes a corrupção endêmica e todas as mazelas que acontecem no Brasil, e a de ridicularizar os heróis luso-brasileiros. Na sua ótica, essa tendência vinha de quatro fatores: ódio aos colonizadores, alimentado por gerações; a República, proclamada por meio de um golpe de Estado patrocinado pelos militares, seguido por propaganda implacável contra o Império; a visão marxista de alguns historiadores e artistas que passaram pela lavagem cerebral do terrorismo cultural de Antonio Gramsci, de modo que para eles os portugueses são sempre algozes, e, com essa conversa, se passam por salvadores da pátria e se infiltram na sociedade, para dominá-la e pilhá-la; e, finalmente, os historiadores e artistas malandros, que, medíocres como são, ao invés de investigarem, pesquisarem e analisarem os dados, contextualizando-os, mudam a história ao seu bel prazer, publicam boatos, inventam mentiras e produzem uma arte corrompida.
Contudo, a História nada mais é do que conjeturas. Não sabemos como realmente as coisas eram. Cientistas examinam solos, arqueólogos descobrem objetos, sábios estudam textos de línguas mortas, historiadores encontram documentos e os analisam, e artistas recriam ambientes, arquiteturas, vestiários, armas e artefatos caseiros, mas os povos e a ambientação da História serão sempre um país desconhecido.
O documento, em português arcaico, apócrifo, datado de 20 de janeiro de 1759, “nesta cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”, e encontrado na Igreja de São Sebastião, no Morro do Castelo, em 20 de janeiro de 1922, descrevia detalhes sobre a vida e a morte de Estácio de Sá e a fundação da cidade. Reinaldo se especializara em português arcaico em um curso livre que fizera durante o mestrado em História do Brasil na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mas o documento, de sete páginas, estava em más condições, manchado, apagado e rasgado em vários pontos. Contudo, lá pelas tantas, lia-se, claramente: “Os jesuítas são os guardiões do maior tesouro desta cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, erguida sob a espada dos lusitanos e a bênção de São Sebastião”.
Já ouvira falar no tesouro que os jesuítas teriam escondido em uma câmara no subsolo da Igreja de São Sebastião, no Morro do Castelo, sob a qual haveria um labirinto de galerias e túneis que levaria até a Baía de Guanabara, onde fica hoje o Aeroporto Santos Dumont, permitindo que os padres se escondessem ou fugissem rapidamente sem serem vistos.
Lembrou-se, então, que, há uma semana, o jornal O Globo publicou, em chamada de capa, o seguinte: “Quadrilha invade convento na Tijuca atrás do ouro dos capuchinhos”.
A Igreja de São Sebastião dos Frades Capuchinhos e o convento, que fica nos fundos, na rua Haddock Lobo 266, no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, foram invadidos dois dias antes da publicação, à meia-noite, por nove homens, armados até os dentes. Eles fizeram os padres reféns e vasculharam a igreja e o convento. No túmulo de Estácio de Sá utilizaram um aparelho com computador e sondaram uma área de cerca de cinco metros quadrados, com o túmulo no centro. Os padres explicaram que não havia ouro, que o Tesouro do Morro do Castelo era uma lenda. Os bandidos se foram às 5 horas, depois de fazerem uma varredura em todo o complexo arquitetônico.
O jornalista conhecia de outras pesquisas a funcionária que o atendeu, de modo que nascera entre eles uma certa cumplicidade. Perguntou se os pesquisadores procuravam muito aquele documento. Ela respondeu que não, que era a terceira vez que alguém tentava ler aquilo.
– Deve ter sido pesquisadores. Será que os conheço? Foi alguém da Fundação Sá? – Reinaldo perguntou, sedutoramente.
– Vou lhe dizer quem já leu esse manuscrito – ela disse, sequestrada pelo fascínio que ele despertava nela. – Até agora só foram três pessoas – disse, pegando o livro de registro dos pesquisadores. Folheou-o e não demorou a encontrar os nomes: professor Lucas Ribeiro Filho, da Fundação Sá; professor Oswaldo Leitão, da Faculdade da Tijuca, e Reinaldo Loyola de Carmela. – O professor Lucas Ribeiro Filho fez uma tonelada de perguntas, insinuando a possibilidade de a Fundação Sá adquirir o manuscrito. Expliquei a ele que isso é impossível, que há uma série de dispositivos a serem cumpridos, uma série de pessoas que ficariam sabendo disso, que é simplesmente impossível até mesmo que esse documento saia daqui – disse a funcionária.
Ray Cunha é escritor, jornalista e articulista – Candidato indicado pela Associação Brasileira de Jornalistas Independentes – AJOIA Brasil, ao Nobel de Literatura.
J.A. Ribeiro é jornalista e editor
www.minasconexao.com.br – jaribeirobh@gmail.com
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