A chamada grande mídia assemelha-se a uma puta completamente infectada durante anos por todo tipo de corrupto e doente

POR: Ray Cunha – Jornalista, escritor e vice-presidente da Ajoia Brasil
Monopólio da Verdade (Clube de Autores/Amazon, 210 páginas, 2026), de Marcos Machado, é uma análise, com lupa, de como funciona a imprensa de quatro, arreganhada para a mandioca do lulopetismo, não o traseiro, mas a boca, salivando, em sessões de três horas, em média, a troco de dinheiro e emprego para toda a família.
Marcos Machado é carioca e mora em Brasília, onde trabalhou em quase todos os jornais locais, os que ainda existem e muitos dos que viraram pó, de revisor a editor, passando por repórter e redator, dos bons. Ano passado, publicou Quem Matou o Português? (Clube de Autores/Amazon, 200 páginas), que põe a nu a mídia semialfabetizada, mas que mostra, porém, a utilidade da gramática normativa de um dos idiomas mais organizados, abrangentes e profundos falados no planeta, que é a língua portuguesa.
Este seu Monopólio da Verdade é uma investigação das vísceras da imprensa brasileira. A conclusão a que chegou é desesperadora. A chamada grande mídia assemelha-se a uma puta completamente infectada durante anos por todo tipo de corrupto e doente. Não indivíduos e empresas, como também instituições. Se querem saber quais são leiam o livro.
Hoje, há jornais, TVs, rádios e “influenciadores” que dão o rabo por dinheiro, ou melhor, matam pela ostentação de uma conta bancária obesa. O de alguns jornalões tem tanto erro gramatical, de comunicação e de informação, ou mentira pura, que podem matar de raiva um jornalista experiente, honesto e estudioso do idioma. E é isso que a maioria da população brasileira consome.
Com efeito, a universidade brasileira se transformou em um carnaval permanente. Alunos se graduam sem saber ler e escrever. Não leem nem bilhete. E só ouvem, em redes sociais, “influenciadores” também semialfabetizados.
A imprensa moderna surgiu nos Estados Unidos e foi copiada pelo Brasil na primeira metade do século passado. Antes da internet, quem mandava no presidente da República eram os jornalões, principalmente os grupos empresariais de comunicação social. Assis Chateabriand fez história. Paraibano, moldou a imprensa brasileira, de 1906 a 1968. Foi o dono da verdade e da mentira. Extorquia com chantagem. Podia jogar lama na reputação de qualquer um, impunemente, até conseguir o que queria.
O advento da internet, a estupidificação do ensino, o aparelhamento do lulopetismo nas instituições, o fim da exigência de diploma de Comunicação Social para o exercício de jornalista e a falta de estímulo e o desinteresse dos jovens pela leitura de livros lascaram com a imprensa, hoje, no Brasil. A alta cultura também desapareceu. Ainda bem que Olavo de Carvalho deixou centenas de seguidores e mais de uma dezena de livros.
José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor
www.minasconexao.com.br – www.ajoiabrasil.com.br – jaribeirobh@gmail.com – Wpp/Pix: 31-99953-7945
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