MINAS CONEXÃO | Fala de Angelo Oswaldo no dia de Tiradentes revela tentativa de manter de pé a narrativa do “gorpe”

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Fala de Angelo Oswaldo no dia de Tiradentes revela tentativa de manter de pé a narrativa do “gorpe”

Uma fala e várias revelações que a esquerda tentava esconder e que ficaram cristalinas no discurso de Ângelo Oswaldo

Foto: Governo de Minas – Prefeito de Ouro Preto Ângelo Oswaldo

A cerimônia de 21 de abril em Ouro Preto, que deveria ser um momento de reverência histórica, tradição iniciada em 1952 por Juscelino Kubitschek de Oliveira, acabou sendo transformada, em 2026, em palco de um constrangimento político desnecessário e evitável.

A entrega da Medalha da Inconfidência perdeu protagonismo diante de uma intervenção que rompeu completamente com o espírito institucional do evento. O responsável pelo mal-estar foi o anfitrião, prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, lulista convicto que, ao trazer à tona um discurso sobre “pacificação de militares”, incorreu em evidente deselegância com os presentes.

A fala soou deslocada da realidade e do contexto. As forças militares de Minas Gerais, reconhecidas como uma das maiores e mais estruturadas do país, não carregam histórico recente que justifique qualquer insinuação de necessidade de correção de conduta. Pelo contrário: é uma instituição marcada pela disciplina, pela hierarquia e pelo respeito aos seus preceitos constitucionais.

A reação foi imediata. O governador Mateus Simões não apenas rechaçou a colocação como fez questão de defender publicamente a integridade e o papel das forças militares, recolocando o debate nos trilhos da responsabilidade institucional. Ao fazê-lo, também evidenciou um ponto central: o evento não era, e nunca foi, espaço para disputas ideológicas.

Ainda assim, o episódio acabou escancarando uma divergência que vai além da ocasião. De um lado, uma visão de educação associada à formação de militância ideológica desde as fases iniciais, com o viés militante de doutrinação que tomou conta das universidades e ensino público nacional.

De outro, a defesa de um modelo cívico-militar, sustentado na disciplina, no respeito à autoridade em sala de aula e na preparação dos jovens para a vida profissional e social. Ao tentar politizar um evento cívico de alta relevância, o prefeito acabou reforçando exatamente aquilo que não tem mais como a esquerda esconder: a dificuldade de separar educação de militância ideológica.

Nesse cenário desastroso e inoportuno, criado pelo prefeito, ganha ainda mais força o argumento defendido pelo governador Mateus Simões de que é preciso oferecer alternativas, como as escolas cívico-militares, garantindo às famílias o direito de escolha sobre o modelo educacional de seus filhos. Não se fala em nenhum momento de conteúdo, mas em direito da família não querer que os jovens sejam doutrinados para fins ideológicos e particulares de alas “progressistas”.

O episódio do Dia de Tiradentes deixa uma lição clara: quando a liturgia do cargo é ignorada, o resultado não é debate qualificado, mas desgaste institucional. E, pior, a instrumentalização de temas sérios como a educação em ambientes onde deveriam prevalecer respeito, equilíbrio e unidade.

Não custa lembrar que o patrono na Política Militar é justamente o Tiradentes. Com efeito, não cabia nesta solenidade e para o anfitrião, tamanha desfeita com os convidados. Ângelo é um homem culto, talhado para os assuntos culturais, mas se deixou dominar pelas motivações partidárias e quiçá até pela vaidade. Um erro grotesco.

Outras revelações importantes

Ao usar o termo “escola cívico militante”, Ângelo que é um representante qualificado do lulo-petismo, deixa claro que as intenções da esquerda passam por usar os jovens em seus planos de dominação dentro das escolas, por meio de doutrinação. O que por si só já é abominável e reforça a preocupação das famílias mineiras e do próprio governo estadual em oferecer alternativas para uma educação isenta de camuflagens.

Ou seja, não é a formação acadêmica libertadora, ou emancipadora que baliza os interesses, mas o recrutamento de soldados para causa da esquerda, que fica patente.

Quando o prefeito de Ouro Preto fala de pacificação, desconsidera que a Polícia Militar de Minas Gerais, que é responsável pela maioria das escolas cívico militares, sempre foi pacífica e disciplinada. Uma insinuação que não encontra respaldo na prática, portanto uma narrativa oportunista e descabida.

A proposta de escolas cívico militares, não exclui o modelo “cívico militante” citado em letras garrafais pelo prefeito. Já a recíproca não é verdadeira. A esquerda não aceita as escolas cívico militares, e deseja impor a sua hegemonia e o controle do Plano Nacional de Educação, com pautas totalmente ideológicas e influências sobre os jovens em período de formação de caráter, como se fosse dona da verdade e do futuro destes estudantes.

Essa tentativa de monopólio da pauta comprova o modelo inspirado nas teorias de Antônio Gramsci da revolução cultural pela educação, com “os fins justificando os meios,” e o aparelhamento do estado, detalhe que por si só é repugnante.

Por fim, consideram que houve “gorpe” e que as forças armadas estavam conspirando contra a democracia, o que não é verdade, mas narrativa para manter a tese de pé, ainda que ela esteja derretendo por razões objetivas como a ausência de uso da força e consumação no episódio de baderna do dia 8 de janeiro de 2023, planejado “não” se sabe por quem…

José Aparecido Ribeiro é jornalista, editor, presidente do Conselho da Abrajet-MG e presidente da AJOIA Brasil.

www.minasconexao.com.br – jaribeirobh@gmail.com – www.ajoiabrasil.com.br

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