Minas Gerais se consolida como destino turístico durante o Carnaval de 2026, para alegria dos hoteleiros que estão localizados próximos a capital , graças a fluxos inversos

De acordo com a associação que representa os hotéis de lazer – Associação Mineira de Hotéis de Lazer – AMIHLA, os hotéis que participam da cesta competitiva e informam suas ocupações, os números mostram que a ocupação foi de 99,43%l durante o feriado de carnaval. Um sinal de que boa parte do público belo-horizontino, prefere o sossego, ao invés da folia, e encontra refúgio em hotéis de lazer.
O Carnaval sempre foi um dos principais motores econômicos do turismo em Minas Gerais, ainda que a capital, por décadas, fosse considerada uma cidade fantasma durante o reinado de momo. O cenário mudou nos últimos 20 anos, com recordes de público e forte demanda por hospedagem de foliões que vem de todas as partes do Brasil, incluindo principalmente o interior do estado.
Constata-se uma inversão de fluxos. Hoje quem quer sossego, vai para o interior, e quem deseja brincar o carnaval, faz o caminho contrário. Balanço da Associação Mineira de Hotéis de Lazer (AMIHLA) sobre o Carnaval aponta que o segmento registrou 97,16% de taxa média de ocupação, índice que reforça a consolidação da hotelaria de lazer como um dos principais vetores econômicos beneficiados pelo feriado de carnaval.
Segundo o presidente da AMIHLA, Alexandre Santos, o desempenho registrado no Carnaval reforça o papel estratégico da hotelaria de lazer na absorção da demanda gerada pelos fluxos de turismo em todo o estado. Para ele, o impacto do evento ultrapassou a capital e se irradiou para cidades históricas e para destinos de natureza e resorts distribuídos por diversas regiões mineiras, ampliando o alcance econômico da festa.
A oferta de hotéis nas proximidades da capital facilita a vida de turistas
Com o feriado prolongado de praticamente 5 dias, famílias e grupos de amigos fazem o fluxo inverso. O que para uns é atrativo, para outros é rotina. A vida pacata, os encantos da natureza e a necessidade de desconexão do estresse da cidade grande, atraem o turistas urbanos que preferem o sossego, às aglomerações dos blocos. Os destinos preferidos são os que oferecem cachoeiras, turismo histórico, contemplação da natureza, turismo religioso, esportes ao ar livre, incluindo os esportes náuticos ou de aventura. Minas são muitas e tem turismo destino para todos os gostos e bolsos.

No sentido contrário, quem vive uma rotina pacata, quer aproveitar o feriado e o carnaval para ter experiências mais agitadas, encontrando nos blocos de rua de BH o ambiente perfeito para sair da rotina. Tanto um quanto o outro, demandam por serviços hoteleiros de boa qualidade e se possível, acessíveis. Embora a diária média da capital tenha alcançado patamares elevados, hospedar em BH ainda é barato, se comparado a mercados como Salvador, Rio de Janeiro e mesmo a capital paulista que também vive experiencia semelhante a mineira.
A hotelaria representada pela AMIHLA mostrou que os empreendimentos hoteleiros localizados em um raio de até 100 quilômetros de Belo Horizonte (RMBH), apresentaram o melhor resultado, com 99,43% de ocupação média, variando entre 94,83% e 100%. O índice confirma a força do turismo de proximidade, impulsionado pela facilidade de deslocamento rodoviário, menor custo logístico e pela preferência por viagens mais curtas durante o feriado prolongado.
Segundo o presidente da AMIHLA, houve maior concentração de reservas próximas à data do evento, consolidando a tendência de decisões de última hora. O movimento foi influenciado, em parte, pelo longo período chuvoso em janeiro e pela melhora das condições climáticas às vésperas do Carnaval, com dias de calor intenso que estimularam a escolha por destinos dentro do estado.
“O crescimento do Carnaval de Belo Horizonte já era esperado, mas o que se confirmou foi um movimento consistente de fortalecimento do turismo regional. A festa na capital, nas grandes cidades e nos polos históricos impulsiona diretamente os empreendimentos de lazer em Minas. É um ciclo virtuoso, que amplia oportunidades e fortalece toda a cadeia do turismo”, destaca Santos.
Impacto para toda a cadeia do turismo
Para a AMIHLA, os números de 2026 consolidaram o Carnaval como um dos principais motores econômicos do turismo em Minas Gerais. Afinal, a ocupação elevada nos meios de hospedagem reflete diretamente na movimentação de toda cadeia do setor, como restaurantes, comércio, transporte, serviços e atrativos turísticos, ampliando a geração de emprego e renda em diferentes regiões do estado.
“O que vemos é um evento que ultrapassa a dimensão festiva e se consolida como vetor econômico estruturante. O turismo de lazer, em especial, tem investido continuamente na qualificação dos serviços e na diversificação da experiência do hóspede, acompanhando o crescimento do Carnaval e fortalecendo a cadeia produtiva do turismo mineiro”, afirma o presidente da entidade.
Para o presidente Alexandre Santos, o desempenho de 2026 reforça não apenas a força do calendário festivo, mas também a capacidade do estado de transformar grandes eventos em resultados concretos para o desenvolvimento regional, ampliando competitividade e consolidando Minas como destino turístico nacional.
José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor
www.minasconexao.com.br – jaribeirobh@gmail.com – Wpp/Pix: 31-99953-7945
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