Aloisio é um profundo conhecedor de energia e da história da Cemig, onde foi vice-presidente, e diretor de operações

A Câmara Municipal de Machado-MG, em conformidade com o Decreto Legislativo 563/2025, concede, na próxima quarta-feira, em solenidade especial às 19h, o Título de Cidadania Honorária, ao ex-deputado Constituinte, Aloisio Marcos Vasconcelos Novais, cuja trajetória é digna de destaque. A iniciativa é do vereador Elpídio Garroni Alves – Pidinho (PL).
Aloísio é daquela safra de políticos que o Brasil precisava e que não se encontra mais. Um idealista que construir uma reputação respeitável e deixou sua marca por onde passou, incluindo a presidência da Eletrobrás, onde foi responsável, entre outros importantes projetos, pelo “Luz para Todos”, recentemente, ressuscitado pelo Governo Federal.
Apesar de não estar mais na política, Aloísio mantém grande relevância no debate energético em Minas Gerais e no Brasil. É um dos maiores defensores das fontes alternativas de energias limpas, como a solar e biomassa, e um dos maiores obreiros de hidroelétricas que o país já teve, tendo sido responsável, durante sua gestão na Eletrobrás, pela construção de várias que hoje operam em capacidade máxima e também por uma revolução no setor energético do Brasil.
Sua formação técnica como engenheiro e experiência política, lhe garantem respeito e admiração por quem conhece seu legado e temperamento amistoso. Além disso, exerce liderança técnica no setor da engenharia, especialmente na Sociedade Mineira de Engenheiros – SME, onde é membro nato, ex-presidente e conselheiro.
Aloisio é um profundo conhecedor de energia e da história da Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig, onde e diretor de Distribuição, Geração e Transmissão, no governo Itamar Franco. Funcionário de carreira, conhece toda estrutura da empresa, o que lhe garante cabedal técnico e experiência prática para inclusive discordar de planos governamentais, como o da privatização da empresa. Aloísio Vasconcelos foi responsável pela criação da Eficientia – Hoje Cemig Sim.
Vanconcelos acredita que a empresa ainda tem missões a cumprir – a de levar energia para rincões do estado – que sofrem com a falta de recursos e oportunidades de emancipação, sobretudo a região do Vale do Jequitinhonha. Ele argumenta que: “a Cemig é lucrativa e que gera retorno para o Estado, e que privatizar não é justificado do ponto de vista econômico.”
Também destaca que, historicamente, “não há garantia de que uma empresa privada prestará serviços com melhor qualidade técnica do que uma estatal bem administrada.” Recentemente, ao participar do programa do Sindicato de Engenheiros de Minas Gerais (Senge/MG), relembrou sua trajetória profissional, falou sobre ética e compromisso social da Cemig, e alertou para os riscos de privatização.
Também mencionou a importância da “missão social” das empresas estatais: segundo ele, empresas privadas tendem a priorizar lucro, enquanto as estatais podem focar em políticas de universalização, como eletrificação rural. No mesmo programa, comentou sobre a crise financeira de Minas Gerais e a proposta de usar estatais para renegociação de dívidas (“Propag”), apontando que é necessário cautela para preservar o papel público dessas empresas – Cemig e Copasa.
Sua participação em seminários mostra que está engajado com movimentos sociais e sindicais para influenciar decisões importantes sobre o futuro das estatais. Seu discurso pode ter impacto real na opinião pública e, potencialmente, no processo legislativo, especialmente ao se dar de forma articulada com sindicatos e a sociedade civil.

Aloísio Marcos Vasconcelos Novais
Mais conhecido como Aloísio Vasconcelos, engenheiro nasceu em 5 de dezembro de 1942, em Ponte Nova (MG), primogênito de uma família de nove irmãos, viveu a maior parte da sua vida em BH, onde casou-se com Nancy Nilo Vasconcelos e teve 3 filhos – Adriana, Eduardo e Mariane. Formou-se como Engenheiro mecânico e eletricista. Também é professor e consultor de importantes empresas, entre elas a TMX Energy, onde esteve como membro do Bord até recentemente. Ele também foi gerente regional na ASEA Brown Boveri e da Siemens Corporation Brasil.
Carreira política
Foi Deputado Federal por Minas Gerais: Constituinte: de 1987 a 1991. Mandato ordinário: de 1991 a 1995. Partidos: PP (em 1980). PMDB (a partir de 1981). No PMDB, chegou a ser vice-líder em 1993. Licenciou-se durante o primeiro mandato (na Constituinte) para assumir como Secretário de Gabinete Civil em Minas Gerais (em 1989).
Participou de comissões na Assembleia Legislativa Constituinte, como a Subcomissão de Ciência e Tecnologia e Comunicação. Também teve participação em comissões permanentes da Câmara Federal, especialmente nas áreas de Ciência & Tecnologia e Minas & Energia.
Publicou alguns livros, entre eles: Aproveitamentos hidrelétricos no Brasil (1968)
Desenvolvimento econômico de Minas Gerais — sumário (1972) Função social da engenharia (1981) Defende a importância do papel social da engenharia, mostrando visão técnica + cidadã.
É, ao lado deste colunista, defensor de uma cruzada da engenharia contra a imobilidade na capital mineira, cujo o apagão de obras, soma mais de 50 anos de atraso. O caos que se abateu sobre o trânsito de BH é hoje um problema de saúde pública, tendo em vista a falta de fluidez e os danos que ela causa para as pessoas e para o meio ambiente. Perde-se parado em engarrafamentos nas ruas e avenidas da capital, cerca de 210 horas por ano. A cidade precisa, para se atualizar, de mais de 200 obras de arte da engenharia.
José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor
www.minasconexao.com.br – jaribeirobh@gmail.com – Wpp/Pix: 31-99953-7945
Fortaleça o jornalismo independente, anuncie, compartilhe, sugira pautas e doe!









Tive a honra de conhecê-lo e confirmo todas as qualidades mencionadas e acrescente que ele é um mineiro nato com sua hospitalidade, além de ser um intelectual de carreira brilhante é gentil e amável!