CDL-BH já percebeu o risco e cobra responsabilidade dos vereadores que manifestaram apoio ao PL 60/2025

Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), entidade que representa cerca de 13 mil empresas do setor de comércio e serviços na cidade, o projeto de lei precisa de análise mais aprofundada, projeções dos custos, cálculos de viabilidade e consideração de reflexos jurídicos e econômicos. A Câmara Municipal não pode se fiar em teses de militantes que nunca dirigiram uma única empresa e não sabem o que é empreender no Brasil, cuja carga tributária é escorchante.
A entidade acompanha de perto com grande preocupação a notícia de que 20 vereadores foram convencidos a votar a favor do Projeto de Lei 60/2025, de autoria da esquerda, e que prevê um modelo de tarifa zero no transporte público da capital mineira. A ideia não é nova, transita pelos bastidores dos movimentos sociais há décadas e, se aprovado, faria de BH a única capital brasileira a ter tarifa zero, bancada pelo contribuinte.
De acordo com fontes, a entidade reconhece a importância das discussões sobre o transporte público e valoriza a mobilização da sociedade para colocar em evidência a pauta da mobilidade urbana, fundamental para o desenvolvimento da cidade. No entanto, entende que o projeto de lei apresentado requer uma análise mais aprofundada, considerando que o atual formato vincula o custeio do sistema de transporte ao número de empregados, propondo uma substituição ao sistema de vale-transporte, mas de forma que vai onerar o contratante e inviabilizar empregos.
“É necessário avaliar com cuidado os dados apresentados, realizar os cálculos de viabilidade e considerar todos os impactos jurídicos e econômicos”, alerta o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. O projeto necessita de estudos aprofundados para não causar danos ao setor que mais emprega e gera 70% do PIB da capital, o comércio varejista. Com efeito, a CDL/BH solicitou aos vereadores por meio de um ofício, enviado no último dia 30, que o projeto não seja aprovado no atual formato e proposta, sob pena de colocar em risco o sistema de transporte da cidade.
“Aumentar a carga tributária das empresas pode desestimular empresas a se instalarem na cidade, afetando a atração de investimentos, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico local. Antes de decidir quem paga a conta, é preciso discutir como melhorar o sistema: mais integração com a Região Metropolitana, menos atrasos, mais segurança, modernização da frota e transparência na gestão. Só assim teremos soluções equilibradas, sustentáveis e que realmente atendam à população”, pondera Souza e Silva.
O dirigente destaca ainda que esses são os elementos que precisam estar no centro das discussões sobre o futuro da mobilidade na capital. “O projeto de lei não enfrenta todos esses desafios e, por isso, pode ser insuficiente para promover as melhorias estruturais que o transporte público da capital necessita. Existem pareceres técnicos da Câmara Municipal, da Procuradoria-Geral do Município e decisões judiciais que apontam possíveis inconstitucionalidades nessa proposta no formato atual”, afirma.
Por fim, a CDL/BH reconhece a urgência da discussão a respeito do sistema de mobilidade da capital, sendo necessária a continuidade das discussões e propostas de melhoria para o sistema dentro de parâmetros razoáveis e racionais, desvinculados de interesses partidários, sobretudo em vésperas de eleição. Os economistas que sustentam a tese da tarifa zero são conhecidos militantes de esquerda (PSOL e PT) que não estão habituados à burocracia e aos riscos de quem empreende, sobretudo em um sistema complexo como o do transporte público, cujos investimentos e os riscos são altíssimos. Querem fazer caridade com o chapéu alheio.
“Estamos abertos ao diálogo com o Legislativo e o Executivo e dispostos a colaborar na busca de soluções que tornem o transporte público mais acessível e eficiente, sempre em benefício da população”, encerrou o presidente.
Fato é que tarifa zero para esquerdistas preguiçosos que já estão acostumados com tantas bolsas e nada de trabalho é algo esperado, mas que precisa de freios. O transporte público ainda não foi estatizado. Se querem tarifa zero, antes é necessário estatizar e tirar a concessão da iniciativa privada. Até hoje pela manhã, vivíamos em um país capitalista, se o STF não decidiu contrário…
José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor
www.minasconexao.com.br – jaribeirobh@gmail.com – Wpp/Pix: 31-99953-7945
Fortaleça o jornalismo independente, anuncie, compartilhe, sugira pautas e doe!








Nesse desgoverno é assim: quem nunca plantou uma árvore decidindo sobre meio ambiente. Quem nunca pregou um prego e nunca empregou uma faxineira, querendo decidir que empresas assumam despesas para que eles perambulem pela cidade a custo zero. Dinheiro não dá em árvore e não existe almoço grátis.
Esse é o nosso Brasil, cada vez mais vgbds achando que dinheiro dá em árvore e que se exploda o resto.
“”Realmente, aí está uma atitude inconveniente e proveniente de quem não valoriza o trabalho alheio!””
Simples.
Ano que vem teremos eleições e esses “benefícios” para os mais pobres são instrumentos persuasivos.
Lunático é pouco. Isso é coisa de burro empacado que não imagina a origem do dinheiro. “Não há almoço grátis” , todos sabemos, menos esses aloprados que não sabem o valor do trabalho para pagar as contas. Precisamos de mil Trump,para cortar as garras desses imbecis