MINAS CONEXÃO | O que tem em comum o Dia de Todos os Santos (Finados) e os Emus, com o Fim da Impunidade contra Jornalistas?

Nosso site usa cookies para melhorar e personalizar sua experiência e exibir anúncios. Nosso site também pode incluir cookies de terceiros como Google Adsense, Google Analytics, Youtube. Ao utilizar o site, você concorda com o uso de cookies. Atualizamos nossa Política de Privacidade. Por favor clique no botão para verificar nossa Política de Privacidade.

O que tem em comum o Dia de Todos os Santos (Finados) e os Emus, com o Fim da Impunidade contra Jornalistas?

Em 2 de novembro de 1932, iniciou-se, na Austrália Ocidental, a insólita Guerra dos Emus. Durante 39 dias, militares armados com metralhadoras enfrentaram cerca de 20 mil dessas aves que devastavam plantações de trigo

Foto: Reprodução Hércules Oliveira

Capazes de correr a 50 km/h, os emus dificultavam a pontaria dos soldados. Resultado: 9.860 cartuchos disparados, 986 animais abatidos e um verdadeiro fiasco militar. Os emus venceram! Medindo até dois metros, são menores que os avestruzes das savanas africanas, maiores que as emas sul-americanas e semelhantes aos casuares da Nova Guiné.

Foto: Reprodução Hércules Oliveira

A solução veio com a instalação de cercas nas propriedades rurais, reduzindo os conflitos com agricultores. Sem ameaça atual de extinção naquele continente, oito exemplares chegaram, em 2022, ao Zoológico de Belo Horizonte/MG, vindos de Itatiba/SP.

Foto: Foto: Reprodução Hércules Oliveira

Assinala-se o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas. A data foi instituída por iniciativa da Organização das Nações Unidas, que aprovou a Resolução 68/163, em 18 de dezembro de 2013, para homenagear a repórter Ghislaine Dupont, de 57 anos, e o técnico de reportagem Claude Verlon, de 55 anos.

Os profissionais franceses estavam cobrindo a situação política e de segurança na cidade de Kidal, no norte do Mali, país da África Ocidental, pela Radio France Internationale, quando foram surpreendidos por quatro homens armados que os obrigaram a entrar em uma caminhonete e partiram em direção ao deserto. Eles foram sequestrados e assassinados em 2 de novembro de 2013. A organização terrorista Al-Qaeda no Magrebe Islâmico reivindicou a autoria do crime.

Foto: Foto: Reprodução Hércules Oliveira

Hoje é o Dia de Finados, dedicado à memória dos fiéis defuntos. A data tem sua instituição tradicionalmente atribuída ao ano de 998, por Santo Odílio de Cluny, monge beneditino francês, reconhecido pela Igreja Católica por sua vida religiosa, dedicação aos pobres, obras de caridade e contribuição para a espiritualidade cristã.

Foto: Reprodução Hércules Oliveira

Santo Odílio não inventou as orações pelos mortos. Elas já existiam no cristianismo. Sua contribuição foi estabelecer uma comemoração anual específica, posteriormente difundida pela Igreja. Interessante registrar que a escolha da data está ligada ao Dia de Todos os Santos, celebrado em primeiro de novembro.

A tradição estabeleceu uma sequência: primeiro homenagear os santos; no dia seguinte, rezar pelos demais fiéis falecidos. Um fato curioso: achados arqueológicos também indicam possíveis práticas funerárias realizadas pelos nossos antepassados, os neandertais, há aproximadamente 75 mil anos. Merecido silêncio para ouvirmos as vozes do céu, de Peter Pearson.

*Hércules Oliveira – Oficial da Reserva do Exército Brasileiro – Professor da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – Delegacia Minas Gerais e articulista do Portal Minas Conexão – Coluna das segundas-feiras.

José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor

www.minasconexao.com.br – www.ajoiabrasil.com.br – jaribeirobh@gmail.com – Wpp/Pix: 31-99953-7945

Fortalecendo o jornalismo independente, você está defendendo a democracia e convidando a militância de redação a exercer com ética e respeito a profissão: Doe, compartilhe, anuncie e sugira pautas.

4 Comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas