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Obra no trevo do BH Shopping parada revelando o tamanho dos gestores públicos de BH

Falcatruas na licitação, morosidade seletiva da justiça, caos no trânsito e que se dane a população

Foto: Portal UAI – SOS Mobilidade Urbana

Uma das primeiras ações do prefeito Álvaro Damião ao tomar posse em meados de 2025, após a morte de Fuad Noman, foi visitar a comunidade do bairro Belvedere e reconhecer a necessidade de intervenções de engenharia no trânsito daquela região, com destaque para um dos maiores gargalos da cidade, o trevo do BH Shopping.

Um dos mais de 200 que a cidade possui e que esperam há 40 anos por obras de arte da engenharia. Álvaro Damião esteve no Belvedere pelo menos 4 vezes, e prometeu soluções para o pesadelo que virou sair do bairro que faz divisa com uma das regiões mais conurbadas da metrópole, o Vila da Serra e os condomínios de Nova Lima.

Empurradas pela política restritiva de verticalização da ex-secretária Maria Caldas, responsável entre outras coisas pela debandada de construtoras para municípios vizinhos, as construtoras encontraram abrigo em Nova Lima e lá verticalizam sem restrições, materializando o sonho de milhares de famílias de viver em arranha céus em local de clima agradável e topografia acidentada, propícia para túneis, viadutos e trincheiras…

O problema é que as construtoras e moradores elegeram políticos medíocres, e eles não entenderam até hoje que a nossa sociedade é a do carro, no modelo americano, e não no modelo europeu que a “turma do deixa disso” tenta enfiar goela abaixo da população para justificar a preguiça e a incompetência que domina a ineficiente máquina pública das duas cidades: BH e Nova Lima, dominadas pela esquerda caviar preguiçosa.

A conta do êxodo para Nova Lima chegou

Porém, a conta chegou. O Portal Sul de BH parou no tempo no quesito infraestrutura viária. Tudo que foi feito na era BHTrans pós Patrus Ananias (turma do Carlão), que permanece até hoje nas posições de decisão da autarquia, é medíocre, no modelo puxadinhos. No lugar de obras de arte da engenharia, que deveriam ter sido feitas há décadas, eles optam por paliativos com prazo de validade curto, no modelo “para não dizer que não falamos de flores”, defasados, tacanhos e ineficientes. Não é por falta de dinheiro, é por preguiça e incompetencia.

Entre 1992, governo Patrus Ananias, até hoje, nenhum projeto estruturante foi realizado no Portal Sul. Na cidade inteira o mantra repetido por engenheiros e urbanistas acomodados era: “Obras não resolvem, empurram o problema de um sinal para o outro”. E aqui devemos lembrar do autor desta tragédia anunciada: O Sr. OSIAS BATISTA “engenheiro especialista” de puxadinhos, que ao lado de MARIA CALDAS e asseclas, são responsáveis pelo atraso e o caos que se instalou no trânsito de Belo Horizonte.

Recentemente a prefeitura acordou para a gravidade do problema de imobilidade do vetor norte, por razões obvias e ululantes: está travado em direção ao Aeroporto Internacional, o que significa perda de tempo, estresse, prejuízos incalculáveis para economia e para o meio ambiente. Felizmente acordou, ainda que tarde se considerarmos o ritmo das soluções que andam a passos lentos, levando a saúde da população que depende de deslocamento, para a berlinda.

Vejam o caos que virou a trincheira em frente a Catedral, e a indiferença do poder público com a população que está levando 2 horas entre o Aeroporto e BH. Obra que se arrasta, quando deveria ser feita com urgência, ininterruptamente, face a importância da via e seus impactos na vida de milhões de pessoas. Caso de polícia e de punição severa para os gestores públicos que não demonstram compromisso com a vida alheia e confessam total falta de planejamento. A obra deveria ser executada dia e noite em ritmo acelerado, mas arrasta-se.

No caso específico do Trevo do Belvedere, a obra paliativa de alargamento do pontilhão, (Trevo do BH Shopping) construído há exatos 48 anos, quando a cidade tinha pouco mais de 200 mil carros, está parada, segundo informações veiculadas na imprensa, e por uma vereadora ouvida pelo Portal, por falcatruas no processo de licitação, (vereadora Fernanda Altoé).

Não custa lembrar que a cidade ultrapassou a marca de 2,6 milhões de veículos e este número aumenta diariamente com novos emplacamentos, sem contar a frota flutuante que utiliza aquela via para acessar o centro da capital, zonas leste e zona norte. Com efeito, a indústria automobilística não pode parar e a população não vai deixar de comprar carro, como gostaria os preguiçosos que não fazem o dever de casa e não são punidos por isso. Não existe planejamento, meta ou compromisso com a população presa em engarrafamentos.

Quase 2 horas do viaduto da Mutuca ao BH Shopping

Na última terça-feira (10/02) voltando do Alphaville às 16h, me deparei com um congestionamento no viaduto da Mutuca. De lá até o BH Shopping, foram 30 minutos, o que leva normalmente 5 minutos. Optei por tentar a sorte pelo Vila da Serra e acessei a alça que dá acesso a Nova Lima pela BR 356, alguns metros antes do BH Shopping. Esse erro de cálculo me custou caro, pois para chegar no BH Shopping novamente levei 1h15, e, claro, perdi meu compromisso com prejuízos consideráveis.

Quando consegui chegar novamente no BH Shopping, por dentro do Vila da Serra às 18h e vi a obra (MEDIOCRE) do Trevo do BH Shopping parada, percebi o tamanho dos nossos políticos e ao mesmo tempo a nossa passividade diante da inércia do poder público. O que é INADMISSÍVEL!

A sensação que fica é de indignação, primeiro com os responsáveis pela gestão da cidade, que são incapazes de impedir que empresários desonestos tenham acesso a licitações importantes como essa. Segundo com a justiça, sempre morosa e seletiva, quando o assunto é coletivo. E por fim, com as lideranças associativas da cidade, e aqui destaco os românticos do CODESE, os omissos do CREA e da SME, a ACMinas, que sempre teve protagonismo e hoje dá “tapinha nas costas” de políticos incompetentes, a FIEMG, o SICEPOT, SINDUSCON o CDL/BH e outras que estão caladas, assistindo o caos se agravar.

BH não pode mais postergar um Plano de Emergência para o trânsito, pois as soluções definitivas existem e passam pela engenharia. Mas até lá, a cidade tem rotas alternativas que se bem sinalizadas e asfaltadas, podem contribuir para a melhoria da fluidez do trânsito; escalonamento de saída e entrada de estudantes; sincronia de sinais; mudanças de sentido de ruas e eliminação de pistas segregadas que passam a maior parte do tempo vazias, além de intervenção humana nos gargalos em horários de pico. A BH Trans e a Guarda Municipal são vistas apenas multando, ou no whatsapp. Com efeito, o que não pode é a sociedade e as entidades cruzarem os braços enquanto o caos vai se agravado diante do silêncio da imprensa e da inépcia do poder público!

José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor, escreve sobre trânsito há 30 anos.

  • Membro do Observatório da Mobilidade, ex-presidente do Conselho de Política Urbana da ACMinas, ex-membro da Comissão Técnica de Transporte da SME. Presidente da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes – AJOIA Brasil.

1 Comment

  • Nada mudou nessa grande roca, porque o povo continua passivo e adormecido.

    Obrigada por expor o obvio, porém, com profundo conhecimento e dados, comprovando a ineficiência das gestoes esquerdopatas anteriores e atual.

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