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Reflexões sobres os Arranjos Populacionais apresentados na pesquisa do IBGE

Pesquisa feita pelo IBGE revela dados importantes para que governos possam tomar decisões sobre o futuro das cidades brasileiras, sobretudo no que diz respeito a moradia e deslocamento. Há uma tendência natural de migração para locais que oferecem trabalho, estudo e melhores condições de vida. Locais que concentram empresas, escolas e onde as famílias conseguem sobreviver com dignidade minima. Esta ocupação do espaço urbano exige que o deslocamento de milhões de pessoa aconteça diariamente.  Mas as cidades polo, 26 ao todos, bem com suas regiões metropolitanas não estão preparadas para comportar tamanha demanda. O resultado é o caos urbano. Favelas, vias saturadas e perda de qualidade de vida.

 

O IBGE mostrou que existem 294 agrupamentos de municípios com forte integração entre as suas populações. São pessoas que se deslocam dentro dessas áreas de casa para trabalho e estudo. 55,9% da população brasileira, ou seja, 106,8 milhões de pessoas, residem nos 938 municípios que integram esses agrupamentos, chamados de “arranjos populacionais. O País, vale lembrar, possui 5.570 município, mas apenas 938 concentra o maior contingente populacional, com destaque para as 26 regiões metropolitanas. O maior desafio para o País nas próximas décadas será oferecer infra estrutura que permita cidadania para todos.

 

Os dados mostram que as cidades não foram preparadas para concentrações populacionais desta magnitude. Repare que 1/3 da população de São Paulo vive em favelas. No Rio, são mais de 1.200 favelas ocupando a geografia urbana. Não é por acaso que a violência cresce e as políticas de segurança publica não apresentam resultados. O cenário não contribui e milhões de pessoas são obrigadas a viver de forma precária sem endereço, em cortiços e barracos sem saneamento básico. Dados do próprio IBGE dão conta de que 54 milhões de pessoas moram em condições precárias. O programa Minha Casa Minha Vida do governo federal possui falhas estruturais graves ao não ter como foco a eliminação de favelas e por confinar famílias numerosas em aptos de 40M2.

 

Se não bastasse, o deslocamento de trabalhadores e estudantes é feito de modo arcaico, desconfortável e por vezes desumano. O país possui uma frota com mais de 200 mil ônibus, a maior parte deles montados sob chassis de caminhões, impróprios para o transporte humano, em cidades de topografia acidentada e clima quente. Nos horário de pico, esses coletivos transportam mais de 10 pessoas por M2, quando o recomendável é no máximo 6. Metrôs, Trens Suburbanos e transporte clandestino não são suficientes em capacidade e nem tampouco em conforto, contribuindo para o martírio de quem depende deles. É urgente que o governo crie incentivos para oferecer moradia digna e transporte de boa qualidade para população, devolvendo assim, cidadania e dignidade para quem trabalha e faz o País crescer.

 

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos

Diretor da ACMinas

CRA MG 08.0094/D

31-9953-7945

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