MINAS CONEXÃO | Se Partido fosse bom, era inteiro.

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Se Partido fosse bom, era inteiro.

Chama atenção mais uma vez, agora na operação “Carne Fraca” da PF, assim como em outras hecatombes de corrupção e mal feitos apresentados quase que diariamente pela imprensa, a presença sistemática e sorrateira de partidos políticos.

Eles estão envolvidos em tudo que é coisa errada. Inexplicável no entanto o fato de nada acontecer com eles. Fingem de mortos e seguem intocáveis. Ninguém sabe qual será o próximo escândalo, mas é possível afirmar que nele haverá o dedo ou as mãos sujas de um ou mais partidos políticos.

Causa perplexidade constatar que a picaretagem existe e nenhum partido tem seu registro cassado. Verosimilhança, se partido fosse bom, com efeito, não seria partido, mas inteiro.

Salvo raríssimas e honrosas exceções, a maioria deles são dirigidos por gente pouco qualificada e desonestas, verdadeiros craques no ofício de operar maracutaias, descompromissadas com a coisa pública. Indivíduos que deveriam ficar longe da política.

Ironicamente são eles que dirigem os partidos e as safadezas lá no porão, com o aval e o conhecimento da turma do andar de cima. No térreo, datavenia, fica a tropa de choque de advogados especialistas em “direito da negação”.

Afirmam categoricamente que ninguém sabe de nada, não viu nada, são cegos surdos e mudos, quase santos. Deveriam inclusive ter vergonha de fazer propaganda sempre com o mesmo discurso vazio que já não cola mais e causa repulsa até na “arraia miúda” que alimenta essa “Torre de Babel” chamada de democracia.

O filósofo Platão ha 2.400 anos já havia alertado sobre a democracia, 100 anos depois que ela foi apresentada aos gregos por Péricles, o estadista e Sólon, um conhecido e rico legislador da época. Já naquela ocasião ela, a democracia, permitia a “qualquer um” o que jamais deveria ser para qualquer um.

Platão falava do pecado original ao analisar a porta de entrada da política sempre escancarada para os mal intencionados, afastando os bons cidadãos do seu exercício. Cortam-se os dedos, mas ficam os anéis. O problema não é o político, mas o modelo que permite a ele, quando mal intencionado, o ingresso na política usando meios nem sempre  corretos, mas comuns na democracia, a compra do voto.

José Aparecido Ribeiro
Licenciado em Filosofia / Jornalista
RT 17.076-MG – Autor do Blog SOS Mobilidade Urbana
Belo Horizonte – MG
31-99953-7945

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