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Sociedade Brasileira de Infectologia “pode” ter se equivocado em interpretação de estudo sobre Cloroquina, alerta pesquisador

Interpretação errada da SBI pode ter levado milhares de médicos a não usar tratamento aos primeiros sintomas da Covid-19 e consequente agravamento da doença

Foto: Acervo SBI – Dr. Clóvis Arns Cunha

Em junho de 2020, três meses após o início da pandemia, a Sociedade Brasileira de Infectologia – SBI publicou “Informe” condenando o uso da Cloroquina para o tratamento da Covid-19. O presidente da entidade, Dr. Clóvis Arns da Cunha, paranaense que será ouvido pela CPI da Covid-19 no Senado, citou texto de entidade americana que sustenta a tese de que o fármaco não é recomendado por ser ineficaz e prejudicial a saúde.

Porém, o que a maioria das pessoas não fizeram foi conferir o estudo citado, e pasme, ele diz o contrário. A interpretação do trabalho citado pelo presidente da SBI levou ao erro milhares de médicos por todo o Brasil que se basearam no “Informe 16” da entidade para decidir sobre suas condutas diante de pacientes diagnosticados com o Coronavírus.

Foto: Blog do Zé Aparecido – Dr. André Rívola Cvijak – Engenheiro e Pesquisador

O pesquisador independente que também é engenheiro, André Rívola Cvijak foi fundo e descobriu os equívocos que seguem servindo de norte para a negação da Cloroquina associada a outras drogas no tratamento da Covid-19. Nesta entrevista Rívola nos conta o que ele descobriu.

O “Informe 16”, foi publicado em junho de 2020, e continua valendo até hoje. De acordo com o pesquisador, “em uma época em que vacinas não eram disponíveis, o documento veio sem dúvida em boa hora, já que a sociedade brasileira como um todo, e a médica em particular, estava assustada com as dezenas de milhares de vítima, e, portanto sedenta por orientações seguras sobre como tratar a doença e evitar que evoluísse para sua fase mais grave e potencialmente letal, a fase 3”, afirma.

André disse ainda que: “surpreendentemente, descobri que o Informe Nº 16 não somente não supriu o esperado, mas seu conteúdo incoerente levanta dúvidas constrangedoras a respeito de seus signatários (e, portanto, da própria SBI). Dúvidas que persistem ainda hoje, pois, por incrível que pareça o “Informe Nº 16” continua em vigor, e seu conteúdo jamais foi revisto”, adverte o especialista.

RESUMO DO INFORME Nº 16, DA SBI:

Publicado pela instituição que reúne os infectologistas brasileiros, as recomendações contidas no Informe podem ser resumidas em 4 diretrizes referentes ao tratamento da covid-19, a primeira das quais encontra-se já na página da Sociedade por meio da qual, AINDA HOJE, é possível baixar o Informe Nº 16, sendo que as demais constam do próprio texto do Informe (todos os textos copiados ipsis litteris, caixa alta no original, negritos do autor destas linhas):

1ª diretriz – “(A) Sociedade não recomenda medicação em casos leves”
2ª, 3 e 4ª diretrizes – “É URGENTE E NECESSÁRIO (a) que a hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da COVID-19”; (b) os agentes públicos, incluindo municípios, estados e Ministério da Saúde reavaliem suas orientações de tratamento, não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais; (c) que o recurso público seja usado em medicamentos que comprovadamente são eficazes e seguros para pacientes com COVID-19 (…)”.

O que pensa o pesquisador independente a respeito do “Informe 16”:

1. Apesar de ter citado dois estudos internacionais (que segundo a própria SBI haviam sido publicados na véspera) como fonte de referência e inspiração para suas diretrizes, a SBI parece não ter tomado conhecimento das informações neles contidas, isso porque esses estudos ou NÃO CORROBORAM ou CONTRADIZEM aquelas diretrizes.

2.  Apesar dessas incoerências, e do fato de terem sido publicados inúmeros novos estudos sobre o tema após a publicação do “Informe Nº 16”, mostrando a eficácia da Cloroquina associada a outros fármacos, ATÉ HOJE a SBI não recolheu ou substituiu, ou mesmo corrigiu esse documento.

3. ATÉ HOJE (uma vez que não corrigiu o Informe), a SBI ignora os excelentes resultados obtidos no período de quase 12 meses desde sua publicação por muitos médicos brasileiros no tratamento da Covid-19, muitos deles fazendo uso da Hidroxicloroquina em associação com a Azitromicina, o Zinco e a vitamina D.

4. A SBI continua condenando o citado fármaco como sendo INÚTIL e PERIGOSO , baseada em estudos com sérios problemas metodológicos uma vez que sugere sua ineficácia sozinho, mas não quando associado a outras drogas. Uma questão simples de lógica do pensamento científico. (ver link no rodapé)

5.  Até hoje (uma vez que não corrigiu o Informe), a SBI condena a Hidroxicloroquina como potencialmente capaz de produzir efeitos cardiológicos negativos. Porém os estudos que ela mesma cita são conclusivos quanto ao fato de terem identificado que a HCQ trouxe efeitos colaterais gástrico-intestinais, mas NÃO trouxe qualquer efeito colateral cardíaco.

Perguntas que precisam ser respondidas pela comunidade médica e pela justiça

O pesquisador questiona: “tendo tomado conhecimento das incoerências acima descritas, que anulam as diretrizes contidas o “Informe 16”, quantos médicos brasileiros tiveram (fazem quase 12 meses)- e ainda têm, hoje – o seu pensamento e as suas ações norteados pelas orientações/diretrizes dadas pela Sociedade Brasileira de Infectologia, e que, seguindo-as, deixaram de prescrever o tratamento logo nos primeiros sintomas da doença, fazendo uso da Hidroxicloroquina associada a outras drogas capazes de salvar vidas?”.

André Rívola vai além e questiona: “quantas vidas poderiam ter sido salvas se a Sociedade Brasileira de Infectologia não tivesse publicado um Informe por meio do qual – baseada em estudos que não confirmam suas diretrizes – ao contrário contradizem – desqualificou um fármaco que pode evitar que muitos infectados pelo sars-cov-2 evoluam para a fase grave e, por isso, evita perda de vidas inocentes – o maior de todos os milagres do Universo?”, encerra.

Com a palavra a CPI do Covid, a Justiça e a SBI.

Links para informações detalhadas:  https://bit.ly/2CGB2mv.   / https://bit.ly/3jbu9Kx.

Informe 16: https://infectologia.org.br/2020/07/17/atualizacao-sobre-a-hidroxicloroquina-no-tratamento-precoce-da-covid-19/.

Estudo 1: Hydroxychloroquine in Nonhospitalized Adults With Early COVID-19: A Randomized Trial: Annals of Internal Medicine: Vol 173, No 8 (acpjournals.org)

Estudo 2: Hydroxychloroquine for Early Treatment of Adults With Mild Coronavirus Disease 2019: A Randomized, Controlled Trial | Clinical Infectious Diseases | Oxford Academic (oup.com)

José Aparecido Ribeiro é jornalista

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945 – www.zeaparecido.com.br

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