MINAS CONEXÃO | Ter cachorro em casa exige espírito de cidadania.

Nosso site usa cookies para melhorar e personalizar sua experiência e exibir anúncios. Nosso site também pode incluir cookies de terceiros como Google Adsense, Google Analytics, Youtube. Ao utilizar o site, você concorda com o uso de cookies. Atualizamos nossa Política de Privacidade. Por favor clique no botão para verificar nossa Política de Privacidade.

Ter cachorro em casa exige espírito de cidadania.

Esta semana na Câmara Municipal de Belo Horizonte, em Seminário concorrido, o Código de Posturas da cidade foi debatido em grande estilo de forma democrática e com a participação de cidadãos, entidades dos mais variados seguimentos, em especial representantes do poder publico, cuja tarefa é evitar conflitos, aplicar a Lei e ser vigilante na fiscalização. Vários foram os temas, relacionados ao Código que, para alguns, é muito rígido e precisa mudar, pois está prejudicando os negócios, já para outros é evoluído e deve permanecer firme, regulando os excessos e colocando ordem na cidade.

Um assunto em especial foi recorrente e afeta a cidade como um todo com o agravante de não escolher nível e nem classe social. BH é ou não é uma cidade barulhenta? Quem são os vilões do barulho? Para os moradores da Rua Alberto Cintra, no bairro Cidade Nova, este tema certamente é o mais importante e quase uma unanimidade. O desrespeito à lei do silencio ali é flagrante e não há duvidas de que os causadores da desordem são os bares e os frequentadores das longas noites de farra, com som alto e fank que já viraram caso de polícia, ao invés de política e cidadania. Certo é que o barulho não pode continuar. Mas será que é só lá? Evidente que não.

A Lei nº 9505, de 23 de janeiro de 2008, diz no seu Art.2o que é proibida a emissão de ruídos, sons e vibrações, produzidos de forma que; I- ponha em perigo ou prejudique a saúde individual ou coletiva; II – cause danos de qualquer natureza às propriedades públicas ou privadas; III – cause incômodo de qualquer natureza; IV – cause perturbação ao sossego ou ao bem-estar públicos; V – ultrapasse os níveis fixados nesta Lei. Ou seja, independente da origem fazer barulho é proibido a qualquer hora do dia ou da noite. Em que pese o direito de todos de se divertirem, é preciso limites, pois o bom senso nem sempre funciona equidistante.

As fontes de ruídos são muitas e foram relatadas neste seminário pelo publico presente, mas uma em especial ocorre em toda a cidade e está piorando a cada dia. Refiro-me ao ruído provocado por cachorros. Moro em um dos locais mais silenciosos de BH, um oásis de tranquilidade no meio do caos urbano, o bairro Vila Paris, que circunda o Mosteiro de São Bento, ao lado dos bairros Coração de Jesus, São Bento e Luxemburgo. Transitam no bairro apenas quem mora ou visitantes, em numero reduzido. Não há comércio que provoque ruídos; a população é ordeira e dorme cedo. Um paraíso se fosse à cachorrada que não dá sossego.

Em apenas um quarteirão com poucas casas e dois prédios, nas Ruas Araújo Ribeiro, Alvaro Santos e Costa Pinto, pasmem, existem 15 cachorros em endereços diferentes. A maioria deles latem por qualquer motivo, e nesta sinfonia de latidos, destacam 3 que “urram” praticamente 24 horas ininterruptamente. Em uma das casas, onde funciona um antiquário o segurança é o cachorro e sua arma é o latido, mesmo que a ameaça sejam folhas caindo de árvores.  Se existe cachorro louco, este é o exemplo, pois seu latido faz tremer a janela a 100 metros de distancia.

Outros 2 são provocados por dois gatos que sabendo dos limites dos muros, pintam e bordam desfilando na frente deles. Curioso é que os donos não ouvem mais seus animais, tornaram-se imunes aos seus latidos, esquecendo que antes de ter um cachorro, é preciso ser cidadão e respeitar o direito dos outros. Com o sono e a saúde prejudicada tentamos conversar com alguns vizinhos surdos para o latido dos seus próprios animais, em vão infelizmente já que eles seguem ignorando a Lei 9505 que nos garante o direito ao silêncio e ao sono reparador. No nosso lugar, o que você faria?

José Aparecido Ribeiro

Consultor em Assuntos Urbanos

autor do Blog SOS MOBILIDADE URBANA Portal Uai – 31-99953-7945

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas