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BHTrans conclui puxadinho de acesso ao Buritis, depois de 550 dias de espera

Foto: José Aparecido Ribeiro

Em 29 de março de 2019, portanto há 550 dias, a Empresa Municipal de Trânsito – BH Trans – anunciou, com direito a destaque na primeira página de periódico centenário da capital, que faria um puxadinho na Rua José Rodrigues Pereira, no seu cruzamento com a Av. Raja Gabaglia, uma espécie de alargamento meia boca que fosse capaz de diminuir o martírio diário de milhares de moradores do bairro mais populoso da capital, o Buritis.

Pois bem, o puxadinho está pronto e os moradores poderiam comemorar se ele realmente fosse resolver alguma coisa, mas não, foi uma troca de seis por meia dúzia. A estrutura do cruzamento segue intacta, a exemplo de outros 200 gargalos que a cidade possui e que esperam por soluções e engenharia capazes de dar fluidez ao tráfego, palavra que não existe no dicionário da BHTrans.

A mediocridade é a marca do grupo que dirige a empresa há 30 anos.

O responsável pelo Sistema Viário da cidade, José Carlos Ladeira, na ocasião afirmou que apesar de a faixa da direita para quem sai do Buritis pela José Rodrigues Pereira ser livre ao acesso à Av. Raja Gabaglia em direção ao BH Shopping, na prática o fluxo é muito lento em virtude do volume de tráfego.

A ideia é que o puxadinho crie uma terceira faixa, de forma que os carros que tem a Raja como destino à esquerda sentido Gutierrez, fiquem nas duas faixas da esquerda e a pista da direita seja liberada. Puxa pra lá, puxa pra cá e tudo segue como sempre esteve, sem solução. Ladeira afirmou também que o arranjo meia boca de 250 metros que levou um ano e meio para ser concluído visa diminuir de 250 para 150 metros os engarrafamentos crônicos no local, sobretudo entre 6h45 e 8h30. Não é piada, é verdade, basta consultar reportagens que foram publicadas na ocasião.

Seria cômico se não fosse trágico as soluções de mobilidade para uma cidade que ultrapassou, pasmem, a marca dos 2 milhões de veículos. Sair do bairro Buritis pela José Rodrigues Pereira é um exercício de paciência que milhares de moradores precisam ter diariamente. A topografia grita ali como em várias partes da cidade por soluções que de fato resolvam o problema. Cansados, desmotivados, acomodados e isentos de cumprimento de metas, os técnicos da BHTrans apenas cumprem tabela.

Solução definitiva passa pela construção de viaduto e trincheira em três níveis

Não precisa ser engenheiro para perceber que o correto no local são intervenções em três níveis liberando o tráfego das avenidas Raja Gabaglia, Barão Homem de Melo e da Rua José Rodrigues Pereira. Mas no lugar de viadutos e trincheiras, a BHTrans prefere um puxadinho, ciente de que o povo aceita calado a inoperância da empresa que possui sua sede há menos de um km do local. Isso é BH, a capital nacional dos puxadinhos e dos sinais sem sincronia. Até quando? Pergunte ao prefeito e ao eleitorado apaixonado que entende de futebol.

José Aparecido Ribeiro é jornalista em Belo Horizonte

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945

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