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Recurso para finalização da reforma do Benjamim Guimarães travados por culpa da militância dentro no Iphan

A reforma do vapor que foi construido em 1913 nos EUA está praticamente concluída, mas ao que parece, a militância dentro do Iphan faz corpo mole para liberar o restante dos recursos

Foto: Gazeta do Povo – Vapor Benjamim Guimarães antes de parar

O Benjamim Guimarães não é apenas mais um barco foi recuperado pelo governo de Minas Gerais e será devolvido para o Rio São Francisco, ele é o único que sobrou de sua categoria no mundo, e tem história para contar, é parte da cultura do Estado e do país, um arquivo vivo de um tempo que não volta mais.

O barco a vapor foi construído em 1913 nos Estados Unidos, já navegou em três dos maiores rios do mundo, o Mississippi, o Amazonas, mas veio parar em Minas Gerias nos idos de 1927, com a missão de transportar cargas e passageiros no rio da integração nacional, o São Francisco.

Recentemente em acordo entre a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Minas Gerais – Iphan-MG, o Governo de Minas, através da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo – Secult-MG, Marinha do Brasil, um projeto foi aprovado para que o barco pudesse ser a reformado.

O Benjamim encontra-se ancorado em Pirapora pronto para ser lançado ao Rio, e de acordo com a  direção do órgão, o monitoramento do nível do rio está sendo feito junto a Cemig pelo governo, afim de evitar surpresas numa eventual abertura das comportas da represa de Três Marias.

Foto: Avirus – Barco Benjamim Guimarães ancorado para reforma

Tudo certo, com aval dos envolvidos mas de repente, após fazer o primeiro repasse, inexplicavelmente as verbas para a reforma do vapor foram suspensas faltando apenas o casco para ser concluído. A reforma é fruto de um edital no valor de R%3,7 milhões, em que R$ 925 mil já foram antecipados, servindo para que os trabalhos fossem imediatamente executados, haja vista os riscos de se desintegrar que o barco corria. A Marinha fez o acompanhamento técnico e não há razões para o projeto ficar sem os recursos já liberados.

No entanto, há seis meses o Iphan não repassa recursos. Matéria do jornalista Lucas Ragazzi da Rádio Itatiaia veiculada na última quarta-feira(12) revela que existem desentendimentos entre a direção do Iphan em Minas e o técnico do órgão que aprovou o projeto. A Marinha alega que não há qualquer inconsistência no projeto e a empresa que está fazendo a reforma é uma das mais experientes do Brasil, com 50 anos de serviços prestados à Armada brasileira.

Não há aparentemente razões para a paralisação dos restante dos R$2,7 milhões, tendo em vista que ele já foi aprovado pelo próprio Iphan/Iepha e pelo Governo de Minas que está disposto, se necessário,  concluir o trabalho. A parte técnica ficou por conta da Marinha e a escolhida para supervisionar foi a Empresa Gerencial de Projetos Navais – EMGEPRON, porém, por questões de custos não foi contratada. Quem levou a concorrência para a reforma foi  a INC Indústria Naval Catarinense que completou 50 anos de atividades.

A militância impedindo a conclusão da reforma do Benjamim Guimarães

Há quem diga que no fundo o assunto caiu no campo da militância política de esquerda. Não é segredo para ninguém que o Iphan é um órgão parcialmente aparelhado e que os dividendos da reforma do Benjamim Guimarães vai ser creditado na conta do bem avaliado governador de Minas, Romeu Zema.

Vale lembrar que a direção do Iphan e do Iepha estão alinhadas e comprometidas para que o Benjamim Guimarães seja lançado ao rio o mais breve possível, foi o que me disse a superintendente do órgão, a arquiteta e urbanista Débora Maria Ramos Nascimento.

Fontes me disseram que o mesmo técnico que alega ter inconsistências técnicas para liberação dos recursos faltantes, foi o que tentou barrar a recuperação da própria sede do Iphan. O governo de Minas entra com parte dos recursos necessários para a conclusão das reformas, mas necessita da parte que cabe ao Iphan e que já está aprovada.

Cogitou-se inclusive a possibilidade do governo de Minas concluir a reforma do barco por meio de um novo certame, caso o Iphan não libere os recursos parados na burocracia ou no ativismo que não deixa as coisas acontecerem, o que é crime e que deve chamar atenção do Ministério Público…

Foto: Correio da Manhã – Debora Maria Ramos Nascimento – Superintendente do Iphan MG

Veja trecho da matéria feita pelo brilhante repórter da Rádio Itatiaia Lucas Ragazzi: “Internamente, o assunto é tratado com estranheza por conta da forma como a superintendente do Iphan em Minas, Débora Maria Ramos do Nascimento, tem atuado no caso. O projeto da reforma havia sido aprovado pelo instituto, mas depois foi rejeitado. A Marinha chegou a emitir um parecer favorável às obras e, mesmo assim, o Iphan não seguiu com os repasses”, relata o colega que não teve resposta do Iphan.

Foto: Larissa Peixoto, Leônidas Oliveira e o Deputado Federal Marcelo Alvaro Antonio – PSL/MG

Recentemente a presidente nacional do Iepha, a mineira Larissa Peixoto, que é de Uberlândia, esteve no Palácio da Liberdade com o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, com o deputado federal e ex-ministro do Turismo Marcelo Alvaro Antonio no lançamento do Inventário da Cozinha Mineira, ocasião em que ela reafirmou o compromisso do Iepha e do Iphan na reforma do Benjamim Guimarães.

Iphan, Iepha, Secult e Marinha do Brasil andam de mãos dadas e estão alinhados para que este projeto seja concluído imediatamente, no menor espaço de tempo”, afirmou a superintendente Débora Nascimento. Vale ressaltar que a estrutura do vapor Benjamin Guimarães, é símbolo da história naval brasileira.

Já a presidente do Iepha Larissa é uma das que defendem que o trabalho de conclusão do vapor seja executado para que ele possa cumprir sua missão de transportar turistas e contar a história de Minas e do Brasil. O barco é atração turística por onde circula no Rio São Francisco.

José Aparecido Ribeiro é jornalista e presidente da Abrajet-MG

www.zeaparecido.com.br – WhatsApp: 31-99953-7945

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