MINAS CONEXÃO | Termo de ajuste de conduta garante reabertura da Casa JK em Diamantina

Nosso site usa cookies para melhorar e personalizar sua experiência e exibir anúncios. Nosso site também pode incluir cookies de terceiros como Google Adsense, Google Analytics, Youtube. Ao utilizar o site, você concorda com o uso de cookies. Atualizamos nossa Política de Privacidade. Por favor clique no botão para verificar nossa Política de Privacidade.

Termo de ajuste de conduta garante reabertura da Casa JK em Diamantina

Prefeitura de Diamantina e a Casa JK celebram acordo de termo de ajuste de conduta garantindo a manutenção do museu e abertura até 12 de setembro dia do aniversário de JK. Ministério Público mediou parceria

Foto: Quarto onde dormia o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira

Acordo garante a reabertura do Museu Casa de Juscelino em Diamantina. O imóvel histórico que guarda parte da vida e da trajetória do ex-presidente que construiu Brasília, o diamantinense Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976), falecido em acidente de carro na Via-Dutra quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro, estava fechado desde fevereiro de 2019.

Sem prestar contas ao Estado por cinco anos, o fundador e mantenedor da Casa JK, amigo pessoal de Juscelino, o conhecido Serafim Jardim ficou impossibilitado de receber verbas do governo Estadual para custear as despesas da Casa e mantê-la aberta. A alternativa foi fechar e esperar os acontecimentos que caminham para um desfecho favorável ao museu.

Foto: Cozinha da Casa de JK

O custeio da casa JK gira em torno de R$ 40 mil mensais. Sem recurso e impossibilitado de receber verbas estaduais, a alternativa foi envolver o Ministério Público e a Prefeitura de Diamantina para um acordo, ainda que provisório, fechado na última sexta feira (3) e que vai garantir a reabertura para as festividades de aniversário do ilustre cidadão que acontece no próximo dia 12. A data para reabertura definitiva, caso o acordo seja confirmado, é de 40 dias.

A costura feita pelo Ministério Público de MG prevê a transferência da manutenção da Casa JK do Estado para o Município e a sua reabertura imediata. O termo provisório foi assinado na sede da Promotoria de Diamantina com a participação do Prefeito Juscelino Brasiliano; o procurador Eisenhower Junior; a secretária Edna Vial; o secretário de esporte Juventude Cardoso e os representantes da Casa JK, Serafim Jardim, Rômulo Ribeiro e Joaquim Ribeiro.

Foto: Acordo para reabertura da Casa JK

A casa JK funciona em regime de associação privada sem fins lucrativos, cuja finalidade institucional é preservar a memória do ex-presidente que foi também governador de Minas e prefeito de Belo Horizonte. Criada há 40 anos com a finalidade de manter a memória do Presidente JK onde ele viveu sua infância o  imóvel pertence ao Estado de Minas Gerais e foi cedido à Associação.

Anualmente ela deve prestar contas dos recursos repassados, mas em 2013 a comissão de Prestação de Contas detectou irregularidade e o Tribunal de Contas  do Estado – TCE foi acionado, impedindo que novos repasses fossem feitos. Sem recursos para manutenção, o mantenedor tentou vender uma de suas valiosas telas, mas o município ajuizou ação e suspendeu o leilão, em decisão confirmada pelo  TJMG. A obra de arte acabou sendo tombada pelo Conselho do Patrimônio de Diamantina em 2021.

Foto: Centro histórico de Diamantina

O prefeito Jucelino Brasiliano, reconhece os esforços do presidente e fundador da Casa JK, que foi amigo pessoal do Presidente Juscelino Kubitschek, e vem ao longo do tempo desempenhando papel decisivo na preservação do acervo. O Blog conversou com o prefeito e ele disse que vai fazer o que estiver ao alcance para manter a Casa aberta: “É dever da prefeitura envidar esforços para manter este patrimônio do povo diamantinense que guarda um pouco da história de um dos seus mais ilustres cidadãos de Diamantina, o presidente JK, e não pouparemos esforços para isso”, conclui o prefeito que tem o mesmo nome do ex-presidente.

Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu na Rua Direita, 106, e morou na casa dos três aos 19 anos. Para Jardim, amigo do ex-presidente “preservar a casa é mais do que uma missão, pois, 13 dias antes de morrer, JK me pediu que comprasse o imóvel, então em poder de minha família, e zelasse por ele”, relata o presidente da Associação Casa de JK.

Foto: Igreja no centro histórico de Diamantina

Nas visitas sempre acompanhadas por um guia é possível visitar o quarto onde o ex-presidente dormia enquanto esteve morando lá; a cozinha que ainda preserva o fogão a lenha original. Num dos quadros é possível apreciar frases do estadista: “Meu quarto era acanhado. Não comportava mais que a cama, uma minúscula mesa, feita em caixote, com a respectiva cadeira arranjada não sei onde. E aí, de fato, às seis horas da manhã, eu começava a estudar”, relato do próprio presidente eternizado.

O imbróglio que durou pouco mais de dois anos parece caminhar para um fim satisfatório que atende a todos e mantém este patrimônio do povo diamantinense aberto à visitação de turistas que buscam na histórica cidade de Minas um pouco da história do Brasil.

A cidade é patrimônio da Humanidade tombada pela Unesco. Diamantina foi uma das primeiras cidades reconhecidas como monumento histórico pelo Iphan, em 1938. Em 1999, pelo seu valor singular e autêntico, foi inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco.

Crédito de Fotos: Casa JK

José Aparecido Ribeiro é jornalista e presidente da Abrajet – MG

Contato: jaribeirobh@gmail.com – WhatsApp: 31-99953-7945 – www.zeaparecido.com.br

Este Blog necessita de anúncios e doações para sua manutenção. Colabore!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas