O deputado Federal Osmar Terra que é médico e neurocientista concorda com Robert Redfield

Robert Redfield, ex-diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, afirmou que a vacina contra a COVID-19 não deveria ter sido chamada de “vacina”: – Ela nunca teve a intenção de prevenir a transmissão…
Provavelmente foi um equívoco chamá-la de vacina. Na verdade, ela se assemelha mais a um medicamento. Não impede a infecção. O deputado federal Osmar Terra (PL-RS), ex-secretário da Saúde do Rio Grande do Sul por oito anos – que enfrentou a gripe H1N1 no cargo – concorda:
“Vacina que se toma uma, duas, três, quatro doses, ou mais, em um ano – alguém já tinha visto isso antes, para qualquer tipo se vacina? – e ainda pega a doença que ele deveria prevenir. As vacinas são para prevenir não para tratar uma doença já instalada,” destaca o médico que é neurocientista e deputado Federal pelo Rio Grande do Sul.
O Parlamentar sempre chamou atenção, desde o início da pandemia da Covid, logo nos primeiros meses, para a importância da imunidade de rebanho (ou imunidade coletiva), conceito da epidemiologia que explica como uma doença infecciosa pode parar de se espalhar quando uma grande parte da população está imune a ela. Foi o primeiro a falar a respeito.
Funciona mais ou menos assim: Quando muitas pessoas estão protegidas — principalmente infecção prévia — o agente infeccioso encontra menos pessoas suscetíveis. Com isso, a transmissão diminui, os surtos ficam menores, e até quem não pode se proteger (bebês, idosos, pessoas imunossuprimidas) acaba indiretamente protegido.
Por que o nome “rebanho”?
O termo vem da ideia de população como um todo, não de indivíduos isolados. Não tem conotação pejorativa, apesar de às vezes gerar estranhamento. Mas para a imunidade de rebanho funcionar é necessário um percentual de pessoas infectadas e curadas, e que depende de doença para doença.
No caso do Sarampo: cerca de 95% da população precisa estar imune. Poliomielite: em torno de 80–85%. Já a COVID-19, o percentual varia conforme a variante. Quanto mais transmissível a doença, maior precisa ser a margem para imunidade. A cepa Omicron foi a que levou o vírus a mais pessoas e por consequência, deu fim a pandemia, e, ao contrário do que dizem, não foi a “vacinas”, a responsável pelo fim da emergência de saúde global.
O tempo para que a “imunização natural” ocorra, pode, no entanto, sobrecarga o sistema de saúde — por isso não é uma estratégia muito segura. A imunidade de rebanho pode falhar quando a proteção diminui com o tempo, surgindo novas variantes.
Para muitas doenças existem vacinas eficazes, mas nem sempre elas bloqueiam totalmente a transmissão, como foi o caso da covid, cuja vacina não deveria ser chamada de vacina, conforme afirmou Robert Redfield, ex-diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.
José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor
www.minasconexao.com.br – jaribeirobh@gmail.com – Wpp: 31-99953-7945
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