MINAS CONEXÃO | Isso você não vai ver no consórcio chapa branca de jornalismo obediente – Por: Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa

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Isso você não vai ver no consórcio chapa branca de jornalismo obediente – Por: Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa

Não há santos e nem inocentes de ambos os lados naquele e neste período da história do Brasil

Foto: EBC – Chamada do Filme Ainda estou Aqui

Por: Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa – Advogado

A auto estimulação orgástica da esquerda militante brasileira, do STF ao cordão de puxa sacos petista-comunistas, sobre o prêmio vencido por Fernanda Torres como melhor atriz por seu desempenho no filme que memora o desaparecimento de Rubens Paiva (Ainda estou aqui), durante o regime militar, oculta propositalmente fatos muito relevantes daquele período a respeito dos Paiva.

Na época, final dos anos 1960, início dos anos 1970, meu pai adquirira uma fazenda no Vale do Ribeira (Apiaí – Catas Altas), próxima a Eldorado Paulista, onde vivia o adolescente Jair Messias Bolsonaro e família pobre como, aliás, a extragrande maioria das pessoas naquele território paulista.

Lembro que quem mandava e desmandava lá era o “coronel” Jaime Paiva, proprietário da maior fazenda de Eldorado Paulista.

O coronel Paiva, grande  produtor de cítricos e banana, filiado à Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido do regime militar, tornou-se prefeito de Eldorado Paulista nos anos 1960, realizando obras públicas, dentre as quais uma ponte por sobre o rio Ribeira do Iguape e a escola pública na qual estudava Jair Bolsonaro e crianças e adolescentes da cidade.

Jaime Paiva, pai de Rubens Paiva, avô de Marcelo, costumava dar bengaladas nas mãos e na cabeça de quem o contrariasse, pagando os funcionários da sua fazenda, que residiam nas casas funcionais, com “boró” (“moeda” que vale só na fazenda e seus armazéns).

A fazenda era imensa e serviu, a todo visto, como base guerrilheira para Carlos Lamarca, desertor do Exército brasileiro e autor do assalto ao arsenal da Arma, municiando de fuzis a guerrilha no Ribeira, com o apoio de Rubens Paiva, que rompera com o pai, por questões ideológicas.

Foi da fazenda dos Paiva que saíram as missões guerrilheiras que emboscaram militares nas matas que margeiam o Ribeira de Iguape, massacrando a coronhadas um oficial, para que sua execução por Lamarca, denunciando sua posição caso disparasse tiros, não fosse ouvida pelos batalhões que acabaram por cercá-lo e matá-lo. Destaco que foram agricultores humildes que deram aos militares a localização de Lamarca, voluntariamente.

Toda história tem, ao menos, dois lados

O grande defeito da esquerda é contar só o lado que lhe convém e ocultar e mentir descaradamente sobre os propósitos confessados por Fernando Gabeira, então guerrilheiro e um dos autores do sequestro do embaixador norte-americano Elbrick, no sentido que a intenção da luta armada, naqueles anos era implantar no Brasil a ditadura do proletariado com viés comunista. Ou seja, trocar uma ditadura por outra pior ainda.

Esta é a verdade histórica daquele período e as causas da repressão militar à guerrilha comunista que operava por meio do terror, do sequestro, do roubo a bancos, dos assassinatos e atentados no Brasil, inserido neste contexto o deputado federal Rubens Paiva, que em suas terras abrigou a guerrilha de Carlos Lamarca.

Não que justifico a prisão, tortura e execução de Rubens Paiva de parte da repressão, mas contextualizo os fatos que deveriam – e não foram, como sempre, aliás – contados nesta história mal narrada no filme representado pela agora endeusada pela esquerda militante Fernanda Torres.

Não há santos e nem inocentes de ambos os lados naquele período da história brasileira, bem como em toda a História do Brasil, desde o seu descobrimento, inclusive naquele 08 de janeiro de 2023.

Fica aqui o registro.”

Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa.

Dia de Marte, 07 de janeiro de 2025.

José Aparecido Ribeiro é jornalista e editor

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